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Queda de amigo no trampolim não tira concentração de brasileiro

Rafael Andrade vê tombo do conterrâneo Carlos Ramirez, de uma altura de quase 5 metros, mas mantém a frieza para ser prata

Vicente Seda, enviado iG a Guadalajara |

Vipcomm
Brasileiro Carlos Ramirez sofre queda na final da ginástica trampolim
Primeiro brasileiro a entrar no complexo de ginástica em Guadalajara para disputar a final da ginástica trampolim, Carlos Ramirez caiu feio, fora do aparelho. Porém, teve sorte. De acordo com o supervisor da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), Klayler Mouther, não houve fratura, apenas a dor do impacto, mas, mesmo assim, a cena impressionou. Não a Rafael Andrade, que manteve a frieza e conquistou a prata para o Brasil. O ginasta afirmou que não chegou a se impressionar com a queda de Ramirez, mas com o número de erros da final: cinco dos sete ginastas foram ao chão.

Veja como foi a conquista do brasileiro

“Uma pessoa cair não impressiona, mas cinco na mesma final, aí sim. Pensamos até em fazer uma apresentação mais fácil, mas acabamos optando pelo que vinha sendo treinado mesmo”, disse Rafael, que afirmou nunca ter sofrido uma queda semelhante. “Estou muito feliz com a prata, a competição é muito forte, mas foi uma final atípica por causa das quedas”.

Indagado sobre como fez para manter a concentração diante da cena forte, pelo menos para leigos, ele afirmou que não poderia perder o foco. Mas lembrou também do seu desempenho no último Pan, no Rio. “O Brasil não poderia perder a chance de medalha porque eu perdi a concentração. No Rio, eu fiz umas das piores competições da minha vida. Errei tudo o que podia em um dia só. Então queria me recuperar aqui em Guadalajara”, disse Rafael, que não pretende parar de “voar” tão cedo.

Leia mais: trampolim luta por reconhecimento

Os planos agora são o Mundial de novembro, na Inglaterra, cujos finalistas garantem vaga nas Olimpíadas de Londres-2012.  “No trampolim, a vantagem é que o atleta pode competir bem até uma idade avançada, então não penso em parar tão cedo”, disse o ginasta de 25 anos.

Klayler Mouther, explicou, na saída do posto médico, que Ramirez sentiu apenas a dor do impacto. “Ele não chegou a bater o rosto, foi só o pé direito. Não houve luxação ou fratura, só o impacto mesmo. Ele será examinado pelos médicos do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) na Vila e acredito que pedirão uma radiografia apenas por segurança. Mas está tudo bem”, disse.

Confira o quadro de medalhas do Pan

Segundo Klayler, esse tipo de queda, na ponta do trampolim, não é tão comum. “Acontece, mas não é toda hora. Um pequeno erro técnico, de um grau, dois graus, ocasiona isso. Ele estava a cerca de 4,5 metros do solo, então imagine um atleta de 75kg caindo dessa altura, o impacto é forte. Mas as quedas mais perigosas são do lado do trampolim, não na ponta, onde geralmente o salto já está mais baixo”.

Leia tudo sobre: ginástica trampolimpan 2011brasilcarlos ramirez

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