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Primeira medalha do Brasil deve sair no pentatlo moderno

Pernambucana Yane Marques é favorita ao ouro no esporte ainda pouco conhecido dos brasileiros

Ana Carolina Cordovano, especial para o iG, em São Paulo |

Muito provavelmente, caberá ao "estranho" pentatlo moderno a honra de dar a primeira medalha do Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México. O esporte, pouco conhecido no Brasil - segundo a CBPM (Confederação Brasileira de Pentatlo Moderno) são apenas 140 atletas federados -, estreia neste sábado com a disputa da prova feminina, às 11h de Brasília, no Club Hípica. A pernambucana Yane Marques, medalha de ouro no Rio-2007, é a grande favorita.

Desde o ano passado, Yane figura entre as dez melhores do mundo. Atualmente, é a quinta colocada no ranking. No Mundial da modalidade, em Moscou, em setembro, terminou na sétima colocação. Com seus resultados,  a atleta de 27 anos conseguiu dar uma certa visibilidade a um esporte que, apesar de estar no programa dos Jogos Olímpicos desde 1912, é desconhecido no Brasil.

Blog da Maurren Maggi, direto de Guadalajara

O pentatlo moderno reúne as modalidades de esgrima, natação, hipismo e uma prova combinada de tiro e corrida. Na esgrima, todos se enfrentam em duelos de um minuto. A prova de natação é o 200 m livre. No hipismo, os atletas saltam 12 obstáculos. A ordem de largada da prova combinada de tiro e corrida depende da pontuação nas três provas anteriores. O melhor atleta na soma dos resultados das provas conquista o ouro.

O pentatlo moderno tem importância no Pan do México. Estão em disputa quatro vagas nos Jogos Olímpicos de Londres-2012. Porém, é permitido apenas um atleta por país. Yane, 18ª nos Jogos de Pequim-2008, sonha com sua segunda olimpíada. "Espero conseguir uma medalha e garantir a vaga", planeja.

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Além do sétimo lugar no Mundial, Yane teve como bom resultado nesta temporada o quinto lugar na etapa da Hungria da Copa do Mundo. Em outras três etapas da Copa, Yane competiu com suas principais adversárias deste sábado. E apenas na etapa da Itália ficou atrás de uma delas, no caso a norte-americana Margaux Isaksen, 15ª, com a brasileira em 17ª.

Além de Isaksen, 11ª colocada no ranking mundial, as canadenses Donna Vakalis, 32ª, e Melanie Mccann, 35ª, são suas maiores adversárias. A outra brasileira na disputa, a também pernambucana Prisicila Oliveira, reconhece a superioridade da conterrânea mais famosa. "Caso não consiga me classificar pelo Pan, preciso de um bom resultado na competição para juntar com outros dois bons desempenhos em provas futuras. Como as outras vagas serão oferecidas aos melhores do ranking, posso, dessa maneira, me classificar", acredita a atual 24ª do mundo.

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Se não conseguir disputar sua primeira olimpíada no ano que vem, Priscila, de 22 anos, não tem motivo para se frustar. Afinal, há quatro anos, no Pan do Rio, era apenas uma espectadora na cerimônia de abertura da competição, no estádio do Maracanã.

Outro novato no esporte é o paulista Luís Magno. A prova masculina será neste domingo, também às 11h de Brasília. Magno, de 24 anos, pratica o pentatlo há dois anos, diferente do veterano Wagner Romão, de 33. Romão esteve no Rio, mas sofreu um acidente pouco antes do início dos Jogos, ao cair do cavalo em um treino do hipismo. Mesmo sem estar 100%, disputou o Pan, e ficou em 11º lugar. Os principais nomes no México são o argentino Emanuel Zapata e o norte-americano Dennis Browhser.

 

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