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Prata no Pan, Yamaguchi quer migrar para o MMA após Rio-2016

Filho de lutador de vale-tudo, pugilista brasileiro sonha encarar Anderson Silva e evita lembrar dificuldades do passado

Marcel Rizzo e Vicente Seda, enviados iG a Guadalajara |

O pugilista Yamaguchi Falcão, capixaba, o mais velho de 18 irmãos filhos do ex-lutador de vale-tudo Touro Moreno (Adegard Câmara Florentino), se negou a lembrar o passado de dificuldades e privações na região metropolitana de Vitória enquanto falava sobre a medalha de prata no Pan de Guadalajara. Quer aproveitar o presente e pensar em um futuro melhor. Neste caso, o melhor, para muita gente, pode soar como masoquismo. Sonha, após as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro, migrar para o MMA (Artes Marciais Misturadas, na sigla em inglês) e, como se não bastasse, gostaria de enfrentar seu ídolo no esporte, o campeão mundial Anderson Silva.

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Vicente Seda/iG
Yamaguchi exibe orgulhoso a medalha de prata
Brincalhão, dizia, após a derrota na final pan-americana, já esperar a reação do pai. “Acho que ele deve estar um pouco triste, prometi o ouro. Vai querer me levar para a lona. Mas vou conversar com ele, vai entender. Já foi atleta e sabe que lutador não vive só de vitória. Ele sabe que essa medalha vai mudar muita coisa na minha vida, na dele e da família toda”, afirmou o pugilista que, desde pequeno, tinha um tatame na sala.

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Indagado sobre o MMA, não hesitou. Contou que, além do boxe, que pratica com mais frequência, sempre foi adepto de outras artes marciais. Não recua nem quando o nome do lutador considerado pelo presidente do UFC, Dana White, o melhor da história do MMA, entra na conversa.

“O Anderson Silva é um ídolo que tenho, gosto muito de vê-lo lutar, torço por ele demais. Se um dia eu entrar no UFC, quero lutar com os campeões. Se puder, eu luto. É um sonho meu e do meu pai. Quero lutar no UFC. Sempre fiz jiu-jitsu, greco-romana, um pouco de cada, e o boxe, claro”, disse.

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Sobre a luta com o cubano Julio Cesar La Cruz, reconheceu a superioridade do rival, apesar de ser “enjoado”, como qualificou pela insistência em agarrar, empurrar e provocar, e afirmou que Cuba é o país a ser batido no boxe.

“Negócio agora é treinar, treinar, treinar e focar neles para poder vencer. Não dá para negar que Cuba é a principal potência do boxe na América. Lutei com o campeão mundial, sabia que seria muito difícil para mim, uma luta complicada. O que eu pensei em fazer não deu certo, esperava sair na frente no primeiro round para poder administrar um pouco depois, mas não consegui, tive de buscar a luta o tempo todo, tinha de chamar porque ele não vinha, foi muito difícil”, analisou.

Um momento curioso da luta foi quando foi ao chão junto com o cubano, após um “clinch”. O público brincou e gritou “beija, beija”, o que foi repetido, dali para frente, em diversas outras lutas, sempre que dois lutadores se aproximavam demais. Levou, claro, na esportiva. “Gosto muito da torcida, vivo da torcida, e todo esporte de contato se tem queda o público vai gritar e brincar.”

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Mesmo com a prata, não baixou a cabeça, pelo contrário. Quer transformá-la em ouro nas Olimpíadas de Londres. E, ainda que não consiga, já se orgulha de poder dizer: “Sou o segundo melhor pugilista das Américas. Pouca gente no Brasil tem essa medalha e pode dizer isso. Tenho muito a aprender com essa derrota. Agora é levantar a cabeça para 2012 e tentar buscar o ouro.”

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