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Poliana é prata na maratona aquática após confusão na chegada

Em mais uma trapalhada da organização, compatriota chegou a ser anunciada como segunda colocada. Chip que marca tempos pifou

Marcel Rizzo, enviado iG a Puerto Vallarta |

Luiz Pires/Vipcomm
Poliana Okimoto comemora a conquista da prata na maratona aquática após final de prova disputado
Ana Marcela Cunha deixou o mar em Puerto Vallarta, a 350 km de Guadalajara, anunciada como medalha de prata na prova de maratona aquática feminina. Ela levou a premiação pelo alto-falante, atrás da argentina Cecília Biagioli, e deixou o mar antes da outra brasileira, Poliana Okimoto.

Quando se dirigia para ser cumprimentada pelo chefe de delegação do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Igor de Souza, estranhou. “Não, eu não fiquei em segundo. A Poliana (Okimoto) ficou com a prata. Eu fui quinta”, disse Ana Marcela.

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O ouro foi mesmo para Cecília, a prata para Okimoto e o bronze para a americana Cristine Jennings. A confusão se deu principalmente porque o chip que os atletas levam para marcar o tempo de prova e para definir quem ficou em qual colocação, não funcionou. A classificação era pelo visual e o barco de apoio confundiu Poliana com Ana Marcela e avisou a todo mundo na areia que a prata havia sido da segunda.

“Eu estava no meio da confusão ali, a Poliana estava mais na frente”, disse Ana Marcela, que deixou a água antes de Okimoto. Meia hora depois do final das provas, tanto da masculina quanto da feminina, não havia o resultado oficial, apesar de as medalhas terem sido distribuídas e as entrevistas coletivas dos três primeiros de cada prova serem concedidas.

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Até a moça que faz a ficha para o exame antidoping se assustou ao perguntar a Poliana o seu lugar na prova: “Você foi a segunda?”, questionou ela com perplexidade. “Sim, segunda”, confirmou a brasileira. A comissária ainda insistiu: “mas não foi a outra brasileira?”. "Não, fui eu”, cravou Poliana, que já tem vaga na Olimpíada de Londres 2012, enquanto Ana Marcela Cunha é reserva.

Água quente
Poiliana Okimoto reclamou da temperatura da água, oficialmente em 31 graus. “Foi a água mais quente que nadei em toda minha vida. Isso baixou minha pressão e foi bem difícil segurar até o final”, disse.

Ela contou que não percebeu que Biagioli disparou na frente e não pôde saber o quanto precisaria forçar para alcançá-la. “Ela é pequenina também, e não a via nesse marzão. Quando percebi que brigaria pela prata, me foquei nela”, explicou Poliana.

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Para Londres, a atleta projeta mais facilidade porque o circuito será menor do que em Guadalajara – são os mesmos 10 km, mas dando mais voltas. “E a água com certeza não estará tão quente. Minha preparação toda é por medalha”, disse Poliana. A argentina vencedora da prova também está classficiada para os Jogos Olímpicos.

Masculino

No masculino, os brasileiros ficaram longe das medalhas. Allan Carmos foi o sétimo colocado e Samuel de Bona o décimo segundo. Os medalhistas da prova foram o canadense Richard Anton Weinberger (ouro), o americano Arthur Dennis Frayler (prata) e Guillermo Bertola (bronze) da Argentina.

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