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Patrocinador na touca de Leonardo de Deus é parceiro da Fina

Presença da marca da empresa Yakult na touca dos nadadores é permitida pela Federação Internacional de natação

iG São Paulo |

Divulgação
Modelo aprovado pela Fina para uso de nomes de patrocinadores em toucas
A polêmica touca que quase tirou a medalha de ouro de Leonardo de Deus nos 200 m borboleta nesta segunda-feira, pelos Jogos Pan-Americanos, exibia um patrocinador oficial da própria Fina (Federação Internacional de Natação). A Yakult faz parte da lista de parceiros da entidade e desta forma atende a uma das exigências feitas pela entidade em relação à exibição da marca em material esportivo usado pelos nadadores. O problema que quase tirou o ouro de Leonardo é que não existe uma especificação clara em relação ao tamanho que o logotipo poderia ocupar na touca.

Veja também: Confusão com touca tira e devolve ouro de brasileiro na natação

De acordo com o regulamento técnico da natação do Pan de Guadalajara, no item "Uniforme e equipamento esportivo", os comitês olímpicos nacionais deverão respeitar as Diretrizes para o Uso de Marcas Registradas  dos Fabricantes, que consta no regulamento da Fina. Já a Federação Internacional explica na seção "Publicidade em Campeonatos Mundiais e Competições da Fina", artigo 7.1.2, que é permitida a presença de um logo de um patrocinador Fina, com tamanho a ser definido para cada competição, além da impressão do nome do país ou da bandeira do país com 32 centímetros quadrados e impressão do nome do atleta com 20 centímetros quadrados, do mesmo lado da bandeira do país.

No último Campeonato Mundial de esportes aquáticos em Xangai (China), realizado no final do mês de julho, a maioria absoluta dos nadadores que disputaram a competição utilizavam toucas com o patrocínio da Yakult. Inclusive, Leonardo de Deus usou em Guadalajara aquela que ele considera a sua "touca da sorte", com a qual ele superou o americano Michael Phelps no Mundial.

Leia mais: Thiago Pereira passa por  'prova de fogo' e fatura  3º ouro no Pan

"Os responsáveis pela inspeção dos atletas observaram minha touca e não falaram nada", reclamou Leonardo de Deus, em entrevista para a Rede Record após a prova. "Os caras estão totalmente desorganizados. Também vieram falar da minha touca hoje", disse Thiago Pereira, lembrando que já nadou quatro vezes com a mesma touca nesta Pan de Guadalajara.

Protesto garantiu a medalha

O caso desta segunda, que quase custou a medalha de Leonardo de Deus, acabou remetendo a um outro episódio polêmico na natação brasileira. Nas Olimpíadas de Barcelona-92, Gustavo Borges por pouco ficou sem a medalha de prata nos 100 m livre. O motivo é que o sensor eletrônico não registrou o momento em que ele bateu a mão em segundo lugar, logo atrás do russo Alexander Popov. Inconformado com a decisão, o presidente da CBDA (Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos), Coaracy Nunes, entrou imediatamente com um protesto, alegando erro na organização da prova. A reclamação deu resultado e após muita discussão, Borges foi oficialmente declarado como segundo colocado.

Acompanhe o blog de Rogério Romero

Esparadrapo polêmico

Nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, um caso de patrocinio irregular também ameaçou tirar uma medalha da natação brasileira. na final do revezamento 4 x 100 m livre, o nadador baiano Edvaldo Valério usou um maiô que tinha a marca de um fabricante não autorizado. Para evitar problemas, ele colou um esparadrapo no logo do patrocinador. Só que na chegada, parte do esparadrapo havia descolado, deixando o logo à mostra. O comitê olímpico da Alemanha, cuja equipe ficou em quarto lugar na prova, chegou a pensar em fazer um protesto, mas desistiu.

 

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