Após cinco meses parada por operação no joelho, atleta mais vitoriosa da história da ginástica rítmica do Brasil se surpreende com desempenho

A ginasta Angélica Kvieczynski , de 20 anos, deixa o Pan de Guadalajara sem ouro, mas com muita alegria, consagrada como melhor atleta da história da ginástica rítmica do Brasil. A paranaense, que já tinha três bronzes, e nesta terça-feira abocanhou mais uma prata , na prova de maça, e afirmou nunca ter saído tão satisfeita de uma competição. Ela chegou a pensar que não conseguiria disputar o Pan, por conta de uma operação no joelho direito, em 23 de outubro de 2010, seguida de trombose que a deixou cinco meses parada.

Leia também: Depois de bronzes, Angélica fatura primeira prata da ginástica rítmica individual

“Foi bom, não é? Todo dia está sendo bom para a ginástica brasileira. Foi muito melhor do que eu esperava, achei que não daria tempo de me recuperar. Foi o esforço de toda uma equipe que envolve umas 20 pessoas”, disse a ginasta, revelando o plano de chegar às Olimpíadas de 2016, no Rio, para então se aposentar.

“Estarei com 25 anos, quanto mais velha a ginasta, melhor ela é, mais segura, experiente, na ginástica rítmica é assim. Pode ter certeza que por tudo o que passei, todas essas medalhas têm sabor de ouro. Veja o exemplo da Cynthia (Valdez, mexicana medalha de ouro na prova de maça). Ela é muito segura”.

Veja como está o quadro de medalhas dos Jogos Pan-Americanos

O brasileira sonha em poder disputar as Olimpíadas com a torcida a favor no Rio e começará a preparação para 2016 já em janeiro do próximo ano. São exatos quatro anos para a ginasta chegar ao auge, segundo Angélica, que mistura na linhagem sangue brasileiro, italiano, russo, alemão e polonês, que originou o complicado sobrenome. “Nas competições internacionais sempre me perguntam se sou russa”, brincou.

Ela afirma que o Brasil, apesar dos resultados no Pan, está muito distante das melhores escolas da modalidade. “Em Toledo (Paraná), onde moro, existe ginástica rítmica há 20 anos, na Rússia existe há 100. É como se a gente fosse bebê e eles adultos”, completou.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.