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Crise que pode cortar atletas da natação não é a primeira enfrentada pelos dirigentes mexicanos

O caso do corte forçado que a organização dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara quer impor às delegações dos esportes aquáticos, especialmente a natação, para reduzir custos e por falta de espaço físico , não é o primeiro problema enfrentado pela organização do evento, que começará no próximo dia 14. Desde o começo de março desre ano, os dirigentes mexicanos vem sofrendo com problemas para deixar tudo em ordem antes da cerimônia de abertura da competição.

A maior dificuldade dos mexicanos vem sendo a de concluir algumas obras consideradas vitais, entre elas a Vila Pan-Americana - que pode até ter motivado a decisão do Copag (Comitê Organizador do Pan) em diminuir o número de atletas dos esportes aquáticos. Em março, a Odepa (Organização Desportiva Pan-Americana) marcou uma reunião de emergência com os dirigentes de Guadalajara, para cobrar uma série de atrasos.

Na ocasião, tanto a Vila quanto o estádio de atletismo , que estavam praticamente na estaca zero, preocupavam demais os cartolas da Odepa. Também causavam aflição o estágio das obras no estádio de rúgbi e as raias de remo e canoagem. Após a reunião, a Odepa deu um voto de confiança aos dirigentes de Guadalajara , ao menos, garantindo sua confiança  de que tudo estaria pronto antes dos Jogos começarem.

Em março, sete meses antes da abertura do Pan, esta era a situação do estádio de atletismo
Divulgação
Em março, sete meses antes da abertura do Pan, esta era a situação do estádio de atletismo

Eis que veio um novo golpe na organização do Pan: no dia 1º de maio, um juiz do estado de Jalisco (onde está localizada a cidade de Guadalajara) determinou o embargo das obras da Vila Pan-Americana , alegando suposta violação no uso do solo. O magistrado atendeu a um pedidodos moradores do município de Zapopan, onde a Vila está localizada, que alegaram dano ambiental por interferir no lençol freático da região. Dois dias depois, os dirigentes do Copag anunciaram um acordo e se comprometeram a atender uma lista de exigências dos moradores de Zapopan e as obras foram reiniciadas.

No final de maio, os dirigentes do Copag voltaram a mostrar preocupação com os atrasos, especialmente na Vila Pan-Americana, e solicitavam ao governo mexicano uma verba extra de mais de R$ 160 milhões para a conclusão das obras . Os cartolas tentavam demonstrar tranquilidade, ao falar que boa parte dos edifícios já estavam prontas e que em dois meses estaria tudo concluído.

Em março, sete meses antes da abertura do Pan, esta era a situação do estádio de atletismo
Divulgação
Em março, sete meses antes da abertura do Pan, esta era a situação do estádio de atletismo

O último golpe na organização do Pan ocorreu nesta terça-feira, com a confirmação de um atraso nas obras do estádio de atletismo . Ainda não estão concluídas algumas partes importantes da obra, como as arquibancadas ao ar livre e a instalação da última camada de tartan, que cobre a pista.

O diretor do Copag, Carlos Andrade Garín, diz que a instalação estará pronta  entre 8 e 11 de outrubro (no máximo três dias antes da abertura oficial). Só que a IAAF (Associação das Federações Internacionais de Atletismo) ainda precisa homologar a pista, do contrário as marcas obtidas não serão consideradas válidas para efeito de recorde.

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