Publicidade
Publicidade - Super banner
Pan
enhanced by Google
 

Ouro de Luciano Corrêa no judô acirra disputa entre Brasil e Cuba

Judoca revela que a briga no quadro de medalhas foi passada aos atletas e mostra satisfação por vingar derrota para cubano no Rio

Marcel Rizzo e Vicente Seda, enviados iG a Guadalajara |

Primeiro ouro do Brasil no judô do Pan de Guadalajara, Luciano Corrêa comemorou não apenas a medalha, mas a revanche sobre o cubano Oreydi Despaigne, que lhe tirara da competição no Rio, quatro anos atrás. Mais do que a satisfação pessoal, a vitória também tem relevância em disputa de nações no quadro de medalhas.

Confira o que vem por aí na reta final do calendário do Pan

Vicente Seda/iG
Luciano Corrêa entra de cabeça na disputa de medalhas entre Brasil e Cuba
Cuba tem três medalhas de ouro a menos do que o Brasil e, nesta quinta-feira, com Thiago Camilo e Leandro Guilheiro no tatame, não é exagero crer que a diferença se mantenha. Tudo depende das equipes de quimono – o caratê também começa nesta quinta – e, claro, do time de atletismo. Além deles, o futebol feminino também briga pelo lugar mais alto do pódio contra o Canadá.

Corrêa comemorou a revanche e disse que estudou o rival com o técnico Luís Ishinohara. A orientação foi simples: o treinador disse ao campeão que, para vencer, teria de querer mais do que seu adversário desde o início da luta.

“Foi uma luta muito difícil, conheço muito esse adversário, foi decidido no ‘golden score’, qualquer um que pontuasse venceria a luta e eu determinei uma estratégia, não mudei e deu certo. Tentei antecipar a pegada e sempre na mão direita dele, que sobrava nas minhas costas”, explicou Luciano.

O judoca entrou de cabeça na disputa Brasil x Cuba no quadro de medalhas. Afirmou que essa proximidade entre os países foi passada para a equipe e que é um fator que os brasileiros terão em mente quando pisarem no tatame.

Leia também: Os brasileiros vão amarelar em Londres 2012?

“Com certeza isso foi falado, são as duas grandes potências e sair na frente com esse ouro é ótimo. Ganhar o Pan já é muito especial, em cima do cubano que me tirou do Pan de 2007, é muito melhor. O judô amanhã (quinta-feira) terá grandes resultados, temos trabalhado muito forte. Estou certo que virão muitas conquistas”, disse Corrêa, que se considera mais maduro desde a derrota para Dispagne no Rio. “Foram quatro anos, ganhei maturidade. Estudamos muito e tive a frieza de decidir na hora de um combate tão difícil como esse”.

Ele contou que entrou para o esporte porque sua mãe gostava da filosofia do judô, que começou a praticar aos quatro anos. Hoje, seu ponto de equilíbrio é outra atleta, a nadadora Joanna Maranhão, que não se cansa de enviar mensagens de apoio nas redes sociais. Disse ter conversado com ela antes da luta e que está feliz por ter alguém que entenda o que sente para dividir bons e maus momentos.

“Falo com ela sempre, antes de sair da vila me deu muita força, pena que não está aqui porque já está treinando para fazer o índice olímpico. É muito bom ela ser atleta também, entende esse lado da ansiedade, do nervosismo, é ótimo poder compartilhar todas as vitórias e também as derrotas”, disse.

Leia tudo sobre: pan 2011judobrasilluciano correacuba

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG