Maior nome do basquete brasileiro chama técnico Magnano de fenômeno e afirma que verdadeiro Pan atualmente é o Pré-Olímpico

Oscar Schmidt criticou duramente os brasileiros que atuam na NBA
Vicente Seda
Oscar Schmidt criticou duramente os brasileiros que atuam na NBA
Oscar Schmidt é seguramente o maior nome do basquete brasileiro em todos os tempos. Chamado pelo New Jersey Nets para atuar na NBA em 1984, declinou, preferindo defender a seleção brasileira que três anos depois conseguiria uma vitória histórica sobre os Estados Unidos no Pan, faturando o ouro na casa do rival. Estas são as credenciais do atual comentarista da emissora brasileira que transmitirá o Pan de Guadalajara , que começa nesta sexta, a criticar duramente Nenê e Leandrinho, os medalhões da liga americana que pediram dispensa do Pré-Olímpico e viram um time renovado conquistar a vaga para Londres em 2012, encerrando um jejum de 16 anos.

O ex-jogador rasgou elogios ao técnico da seleção brasileira, o argentino Rubén Magnano, e afirmou que não levaria as estrelas da NBA para as Olimpíadas no próximo ano. Para Oscar, o único “perdoável” dos atletas brasileiros na NBA é Anderson Varejão.

“O Magnano é que vai decidir. Eu não levaria. Para quê? Se o Nenê e o Leandro não querem jogar um Pré-Olímpico, mesmo liberados pela NBA. Se querem tanto ir para as Olimpíadas, então deveriam começar pelo Pan. Fala para o Magnano: “Quero jogar o Pan-Americano, me leva”. Aí começariam a ser até perdoados, mas pelo que estou vendo não aconteceu. O Leandrinho está lá no Flamengo, o Nenê ninguém sabe por onde anda, talvez nem queira mais defender a seleção, o único perdoável é o Varejão, que se machucou e já mostrou que quer jogar pela seleção. Vai tirar os meninos que lutaram do filé?”, disparou.

O eterno cestinha brasileiro também exaltou o trabalho de Carlos Nunes no comando da CBB (Confederação Brasileira de Basquete). Afirmou que o dirigente é o responsável pela mudança de rumo no esporte. “Demorou para encontrar o caminho, a antiga diretoria da CBB não queria saber de nada, achava que era capaz de fazer tudo sozinha e não era, tanto que foi um desastre total em termos de resultados e administração. Ainda bem que o Carlos Nunes, que era vice-presidente por 11 anos, assumiu e fez um monte de coisas certas. Está aí, sem os medalhões da NBA, estamos nas Olimpíadas”, analisou.

Reconhecendo o momento de otimismo, Oscar prevê uma boa participação brasileira em Londres, mas não se arrisca a dar palpite de medalha. Ele considera a seleção favorita ao ouro em Guadalajara, mas diz que o verdadeiro Pan para o basquete, atualmente, é o Pré-Olímpico. “O Brasil é favorito ao ouro no Pan. Infelizmente não é mais o Pan como antigamente, o verdadeiro Pan hoje é o Pré-Olímpico. Os países mandam segundas equipes. Mas dá para esperar o tetra e, nas Olimpíadas, com esse fenômeno Magnano no comando, tenho certeza que o Brasil fará um bom papel. Esse grupo engrenou. Não dá para dizer em qual lugar chegaremos, mas faremos uma boa participação em Londres”, concluiu.

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