Tamanho do texto

A 5ª feira rendeu ouros que não são quaisquer: de Cielo e do vôlei feminino. Ambos têm boa chance de se repetir em Londres-2012

Foi final de Pan-Americano contra Cuba e, de novo, teve choro. Mas desta vez ele foi de alegria
Vipcomm
Foi final de Pan-Americano contra Cuba e, de novo, teve choro. Mas desta vez ele foi de alegria
A quinta-feira rendeu duas medalhas de ouro para o Brasil: aparentemente, nada para se soltar rojões. Mas só aparentemente. Porque esses dois títulos pan-americanos podem são ser só isso. Se tudo correr como esperado, as medalhas de ouro de Cesar Cielo nos 50 m livre e do vôlei feminino em Guadalajara podem bem ser um prenúncio daquilo que acontecerá também em Londres-2012. São dois ouros que, no quadro de medalhas, contam como outros quaisquer, mas que o Brasil sabe que podem levar bem mais longe.

O que vem por aÍ: Na sexta-feira, Juliana e Larissa jogam para manter hegemonia

O iG Esporte resume o principal do Dia do Brasil em Guadalajara :

Ouro com sabor de vingança

Em 2007, no Pan do Rio de Janeiro, estava tudo pronto para que a seleção brasileira feminina de vôlei conquistasse a medalha de ouro. Só não contava que as cubanas pudessem estragar a festa e ficar com o título, como aconteceu. Quatro anos depois, com uma equipe totalmente renovada em relação ao Pan anterior, o Brasil se vingou e faturou a primeira medalha de ouro em esportes coletivos para o Brasil neste Pan. E o que é melhor: diante de Cuba!

Acompanhe todas as competições do Pan ao vivo!

Mais rápido do mundo e das Américas

Ninguém foi mais rápido do que Cesar Cielo nas piscinas de Guadalajara. Campeão mundial dos 50 e 100 m livre em Xangai, o brasileiro mostrou-se imbatível também nos Jogos Pan-Americanos. Nesta quinta-feira, faturou seu terceiro ouro neste Pan, ao vencer os 50 m com autoridade , e ainda por cima bateu o recorde pan-americano da prova, que ainda teve Bruno Fratus na segunda colocação.

Blog do Rogério Romero: Cielo segue imbatível, e o placar, falhando

Sonho do tri no tênis ainda vivo

Ainda existe esperança para o tênis brasileiro no Pan de Guadalajara. O último sobrevivente nacional é Rogério Dutra Silva, o Rogerinho, que nesta quinta-feira conseguiu sua vaga para a semifinal , ao derrotar o colombiano Sebastian Cabal por 2 sets a 0. Com isso, ele ainda pode dar ao Brasil o terceiro ouro consecutivo no tênis, repetindo os feitos de Fernando Meligeni (2003) e Flavio Saretta (2007). O resultado compensou a eliminação de Ricardo Mello, que caiu diante de Victor Estrella, da República Dominicana, por 2 a 0, e ainda reclamou da falta de organização dos mexicanos.

Garfo de bronze?

Depois de só terem ficado em 12º lugar no Mundial de Xangai, o dueto formado por Lara Teixeira e Nayara Figueira comemoraram a própria evolução, ao terminar com a medalha de bronze do nado sincronizado do Pan-Americano de Guadalajara. Mesmo assim, ficaram na bronca com os juízes . Para as brasileiras, os EUA só ficaram com a prata por contarem com mais simpatia dos juízes.

Bicampeonato à vista

Melhor dupla de vôlei de praia do mundo, as brasileiras Juliana e Larissa cumpriram a obrigação e chegaram à fina l dos Jogos Pan-Americanos, quando venceram a dupla de Porto Rico, formada por Yantin e Santiago, por 2 a 0. Nesta sexta-feira, na decisão da medalha de ouro, terão pela frente as mexicanas Garcia e Candelas. "Vai ser Juliana e Larissa contra o México inteiro", preveem elas, que buscam o bicampeonato no Pan, após terem vencido nos Jogos de 2007, no Rio.

0800-medalha

A conquista da medalha de bronze na prova de fossa olímpica dublê pelo brasileiro Luiz Fernando Graça teve um sabor ainda mais especial. O pai de Graça, que também é atirador, cedeu sua vaga no Pan de 2007 ao filho e, este ano, não pôde ir ao México. Mesmo assim, antes da final, ele telefonou para o filho e deu o incentivo que faltava para que o brasileiro conquistasse sua medalha em Guadalajara.

As melhores fotos dos brasileiros no sexto dia de Pan:

E ainda teve mais:

Mas os meus cabelos...

Central? Que nada. A posição de Mayara na seleção de handebol feminino é, antes de tudo, de cabeleireira e manicure da mulherada, seja no hotel, ou no ônibus a caminho do ginásio.

Ia-ba-da-ba-du!

Com 58 anos, Márcio Vieira é vascaíno, já foi peladeiro fanático de futebol, fundou a Confederação Brasileira de Boliche e, até hoje, é o veterano – ou o “Fred Flintstone” , como ele diz - da equipe brasileira no Pan.

Sol e água fresca

Competir até que não é tão complicado assim, mas o que tem dificultado mesmo a vida do pessoal no Pan – principalmente em Puerto Vallarta, local de disputa da vela e do vôlei de praia - é o calor. Resultado? Pouca roupa e muita água .

Veja como está o quadro de medalhas completo

A frase do dia

De Andrea Curi, técnica do dueto medalha de bronze Lara Teixeira e Nayara Figueira, falando sobre a subjetividade das notas do nado sincronizado e a influência da tradição do país.

Poderíamos ter sido prata. Temos que ir bem nas competições sempre, para os juízes se acostumarem. É difícil quebrar a tradição. Os EUA sempre são prata em Pans, têm medalha olímpica... Quem sabe não vão se acostumando com as brasileiras?

Nos Blogs do iG

Acompanhando os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, vejo atletas emocionados se cobrindo de ouro, de prata ou de bronze. Mais do que isso, revejo atletas imensamente felizes por conseguirem uma vaguinha na final e chegar num oitavo lugar, que será provavelmente esquecido pela cruel história que registra apenas os que vencem. Leia mais no Blog Jogo Quase Perfeito, de Michel Laurence.

Direto de Guadalajara

Mesmo com aporte de verba da Petrobras, remo brasileiro sai de Guadalajara com bem menos do que esperava. E a campeã mundial Fabiana Beltrame recomenda que o país faça como os argentinos: “Eles se organizam. Porque nós temos mais remadores, mais barcos, mais quase tudo e não ganhamos.” O enviado iG ao Pan explica o caso .

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.