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O Pan na TV: Record aposta em reprises

Canal repete eventos em detrimento de jogos ao vivo em tempos de luta por proteção dos direitos de imagem e informação imediata

iG São Paulo |

Em tempos de disseminação de informação imediata, em que um dos maiores desafios de entidades esportivas e conglomerados de comunicação é o controle de seus direitos de imagem, combatendo os veículos de transmissão alternativa que se espalham pela rede, a TV Record, que exibe o Pan-Americano 2011 com exclusividade, tem feito uma opção curiosa: reprisar competições no decorrer de sua programação.

Leia também: O que esperar do Brasil neste domingo de Pan 2011

Durante a sexta-feira, a final dramática do vôlei feminino, com a vitória brasileira sobre as arquirrivais cubanas, ganhou sua repetição. Pelos resultados de audiência obtidos na véspera, em que o confronto superou três atrações consecutivas da TV Globo pela liderança do Ibope, não foi de se estranhar. Neste domingo, aliás, o jogo voltou a ir para o ar, em versão reduzida, a partir de seu quarto set, às 13h (horário de Brasília).

Confira o que vem por aí no calendário do Pan

Neste sábado, porém, foram mais fundo: enquanto o handebol masculino brasileiro jogava a semifinal contra a República Dominicana e as meninas do basquete entravam em quadra para massacrar a Jamaica, na faixa entre 13h e 14h  o canal investia na reapresentação da rodada do boxe de sexta-feira.

Está certo que um dos combates exibidos – pela segunda vez em menos de 24 horas, lembremos – foi o do brasileiro Everton Lopes, um campeão mundial, favorito ao ouro na categoria até 64 kg. Mas é no mínimo questionável o interesse do telespectador em rever, por exemplo, a vitória por pontos de Valentino Knowles, de Bahamas, sobre Luis Amador, de Honduras também entre os ligeiros, em detrimento de duas seleções nacionais que jogavam naquele exato momento.

Confira o quadro de medalhas do Pan-Americano 2011

A série de lutas reprisadas só foi interrompida pouco antes das 14h, abrindo espaço para a seleção de basquete. Àquela altura, a partida, ainda que em seu quarto inicial, já estava praticamente decidida, com uma vantagem enorme de pontos (a primeira parcial terminou em 25 a 2), e ficou evidente a preocupação – e constrangimento? – do veterano narrador Álvaro José em tentar contextualizar o que se passava em quadra, apressado para colocar o público em dia, antes de passar a bola para a comentarista Paula.

No intervalo da vitória brasileira sobre as caribenhas, enfim os rapazes do handebol tiveram a oportunidade de mostrar o quão superiores suas habilidades são se comparadas às dos dominicanos, em outro passeio das equipes nacionais. Eles garantiram a vaga na decisão, contra a Argentina, um confronto com a mesma rivalidade de sempre, que rendeu pancadaria no Pan do Rio de Janeiro, quatro anos atrás. Será que a telinha vai ficar sem essa também?

Conheça a delegação brasileira do Pan-Americano 2011

Retornando ao basquete, para o segundo tempo, embora constantemente enaltecida por Álvaro José, a ex-armadora Paula destoou de seus companheiros de cobertura ao minimizar seus feitos do passado (ela foi campeã em Havana-1991, chamando a atenção de Fidel Castro, num dos causos célebres dos Jogos), não mergulhou no ufanismo e se ateve a comentários técnicos, mesmo num jogo tão fácil. Desta forma, a transmissão caminhou tranquila até o seu fim.

Assim que o jogo foi encerrado, o canal, então, manteve a coerência: voltou com os embates no ringue da véspera. Modalidade que vem sofrendo para se manter em evidência diante da expansão do UFC, o boxe só pode agradecer a atenção dada.

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