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O Pan na TV: Ganhando no grito

Record força a barra em suas transmissões dos Jogos de Guadalajara e novamente copia sua rival no tratamento dado à competição

iG São Paulo |

Pode-se especular muita coisa sobre quem está no comando da transmissão da Rede Record no Pan – que sejam incoerentes, relutantes, repetitivos; mas não que sejam todos surdos. Grita-se na Record. Muito e sem motivo. Grita-se mais alto, inclusive, do que convém gritar quando há motivo. E é claro que a direção da emissora não só ouve isso como aprova. Aliás, não só aprova como determina que seja assim.

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Para ser tudo tão deliberado como é, só pode ser isso. Não se trata apenas dos decibéis dos narradores, mas do tom de tudo aquilo que se vocifera. Policarpo Quaresma nenhum conseguiria se importar espontaneamente com a pátria com tanta intensidade e por tão pouca coisa quanto Éder Luiz quando transmite de Guadalajara. Parece ser, então, questão de estratégia: de atingir o maior número de gente possível, gostem eles de esportes mesmo ou não. Nem que para isso seja preciso abrir mão do judô ao vivo em nome da beleza fácil dos saltos ornamentais de duas horas atrás. Nem que isso obrigue a cutucar o fantasma do falecido pai da jogadora mais do que falar do jogo em si.

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O ponto aqui não é contestar a tática de arrebatar o coração daquela que a Record supõe ser “a dona de casa brasileira”, que anota as receitas do Edu Guedes e, à tarde, está aberta a se emocionar um pouquinho com “o Brasil fazendo bonito lá fora”. Até aí, tudo certo. O que acontece é que, se o objetivo é esse mesmo, será que o caminho mais sensato é pagar tanto dinheiro pelos direitos exclusivos do Pan – como já se pagou até 2019?

Parece que o que a emissora que se promove como “uma alternativa” valoriza, mais do que comprar direitos de transmissão, é o direito de impedir que os outros transmitam. Quer dizer: exatamente aquilo que a Rede Globo fez a vida toda, sob uma rajada de críticas (justificadas, diga-se).

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Até o ponto em que parece que estamos falando não de TV, mas de política; em que não se pode culpar ninguém por concluir que “quando chegam ao poder, eles são todos iguais”. E, pensando bem, desde que mudou gerador de caracteres, figurino e cenário para imitar os do Jornal Nacional, não era isso que a Record queria ser, da cabeça aos pés: igual?

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