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O 15º dia em Guadalajara: Parece que é isto mesmo

Aproveitou bem para comemorar as 12 medalhas conquistadas no sábado? Porque agora restam mais duas horinhas de maratona e só

iG São Paulo |

EFE
Nunca o judô repetiu tanto essa cena: o ouro de Felipe Kitadai foi o sexto da modalidade no Pan
O judô se consagrou como nunca, assim como o vôlei masculino, mesmo com equipe quase toda reserva. Ainda andaram saindo pratas e bronzes de todo lado, da esgrima à canoagem. E, agora que o pessoal ia começando a se acostumar, acabou.

Aliás, não acabou, não. Mas, se a graça é torcer para medalha brasileira, fique sabendo: você só tem um pouco mais de duas horinhas, a partir das 12h30 de domingo (horário de Brasília). A conta brasileira no quadro de medalhas é mais ou menos essa aí que temos agora mesmo. Se alguma coisa mudar, vai ser só na maratona masculina, com Jean Silva e o ex-gari Solonei Silva, cuja incrível história foi contada por aqui uns dias atrás, pelos enviados iG a Guadalajara.

Isso, claro, a não ser que você seja um dos espirituosos entusiastas brasileiros do rúgbi 7, cuja fase eliminatória começa (e termina) no domingo. Qualquer semelhança com a fase de classificação não é mera coincidência: são os mesmos oito times. Como terceiro colocado de seu grupo, o Brasil enfrenta o Uruguai, vice-líder da outra chave, nas quartas de final. Acha pouco? Pior é o futebol masculino, que nem da primeira fase passou.

Confira o calendário detalhado do último dia do Pan

E o iG Esporte, pela última vez com agenda lotada, resume o principal do Dia do Brasil em Guadalajara:

O Pan dos Pans

Toda a pinta que o judô brasileiro dava de que em Guadalajara cumpriria a melhor campanha da história dos Pans se confirmou. Apesar de um deslize intestinal desagradável na luta semifinal, Felipe Kitadai manteve não só o bom humor a respeito do caso como o foco e chegou ao sexto ouro do país nos tatames – todos eles conquistados pelos homens.

No total, os sete integrantes da equipe masculina saem do México com seis ouros e uma prata. Com as medalhas de Érika Miranda e Sarah Menezes neste sábado, as meninas somaram duas pratas e quatro bronzes. A melhor campanha dos judocas brasileiros até hoje havia sido em Indianápolis 1987, com cinco ouros, três pratas e quatro bronzes.

Os segundos serão os primeiros

O Brasil deixou tão claro que ia mandar seu segundo time para o Pan de Guadalajara no torneio de vôlei masculino que nem o técnico Bernardinho – sinônimo da seleção há uma década – viajou. Enquanto quase todos os titulares se preparavam para a disputa da Copa do Mundo, entre novembro e dezembro, no Japão, o segundo escalão foi ao México e não se intimidou. Entre garotos e veteranos querendo cavar espaço, o pessoal cumpriu a missão: bateu o time titular de Cuba na final por 3 a 1 e conquistou o segundo ouro seguido. Tanto a garotada enxergou no Pan uma chance para o futuro que, ao final da partida, medalha de ouro no peito, já falava não em Londres 2012, mas no Rio 2016.

Auge da derrota

 Foi o dia que mais rendeu para o boxe brasileiro no Pan, isso é verdade. Mas o fato de isso vir com duas derrotas tem um quê de anticlímax: com Robson Conceição e Yamaguchi Falcão superados por seus adversários, o país conquistou suas duas primeiras e únicas medalhas de prata em Guadalajara, após cinco bronzes. Ou, se você preferir enxergar o lado ruim: terminou o evento sem nenhum ouro.

Questão de ponto de vista

Falando em diferentes lados, vejamos: vamos contar a história assim: na estreia do rúgbi 7 em Pans, o Brasil conquistou sua primeira vitória – 14 a 7 sobre o Chile - e ainda avançou às quartas de final de domingo, em que enfrenta o Uruguai. É tudo verdade. Mas, se você for da ala pessimista, anote aí: a estreia dos brasileiros foi uma chapoletada de 45 a 0 para o Canadá e, das oito equipes que começaram o torneio, o total das que passaram à segunda fase foi de... hmm... oito.

Plano B, de Bernardo

Sem seu melhor cavaleiro, o campeão olímpico Rodrigo Pessoa – cuja égua sofreu uma lesão -, o Brasil viu suas chances caírem bastante na prova individual de saltos – ainda mais com todas as equipes mandando força máxima para a prova. Diante disso tudo, o bronze de Bernardo Alves ficou de excelente tamanho.

Veja as melhores imagens dos brasileiros no 15º dia de Jogos:


E ainda teve mais:

Mercado futuro do ouro

Quem for projetar as conquistas do Brasil para o Pan de 2015 já pode ir contnado um ouro a mais. É que os organizadores da próxima edição, em Toronto, já avisaram que o futsal, que em 2007 foi uma farra para os brasileiros, vai retornar ao programa dos Jogos, acompanhado da introdução do golfe.

Série B

 O nível do torneio de basquete masculino foi tão duvidoso, com a maioria dos países levando equipes remendadas – o Brasil inclusive –que só o fato de levar a sério e contar com a torcida local valeu ao México, um nanico no cenário internacional, uma vitória sobre os Estados Unidos e uma vaga na decisão. Agora falta completar a festa vencendo Porto Rico na final de domingo.

Bifa, tabefe, sopapo e safanão

O pessoal fala muito do espírito olímpico e, no geral, o clima nos Jogos Pan-Americanos é mesmo de camaradagem entre gente de diferentes povos. Mas, em algumas modalidades, não tem jeito: o objetivo é mesmo sentar a pua. Escolhemos as melhores fotos de golpes certeiros que rolaram em Guadalajara.

Veja como está o quadro de medalhas completo a um dia do final

 

 

A frase do dia

De Felipe Kitadai, judoca medalha de ouro dos meio-médios, comentando o episódio em que sujou as calças de seu quimono e levando o conceito de “isso é normal” a um novo patamar.

"Desceu a menstruação. (risos) Isso é normal, acontece. O judô é um esporte de combate, no qual há muita adrenalina. O atleta faz muita força, então isso pode acontecer.”

 









  Nos blogs do iG

>> Analisando os últimos acontecimentos na ginástica artística do Brasil, podemos dizer com tranquilidade que está sobrando #mimimi na seleção feminina. Por causa delas, deixou-se de dar mais destaque à ótima campanha da equipe masculina, em especial a de Diego Hypólito. Quer saber mais do tal #mimimi? Leia no blog Espírito Olímpico.

EFE
A bailarina-carateca-esposa Lucélia: tetracampeã
>> Depois de responder se os brasileiros amarelam ou não nas Olimpíadas, agora é a vez de falar da polêmica touca de Leonardo de Deus e da transmissão da Record no Blog do Rogério Romero.

 

Direto de Guadalajara

>> No fundo, no fundo, dentro de toda tetracampeão pan-americana de caratê existe uma bailarina, certo? Não, né? Mas foi assim que Lucélia Ribeiro começou a se arriscar nos tatames, segundo contou em entrevista exclusiva aos enviados iG a Guadalajara.

>> A obsessão dos mexicanos pelos saltos ornamentais se deve em boa parte a uma tradição da região de Acapulco, onde mergulhadores se arriscam saltando à noite, do alto de um penhasco. Até os maiores ídolos da modalidade na piscina têm medo só de pensar em tentar.

>> Cornetar o juiz não é coisa que se limite ao futebol, não. Os enviados iG conversaram com a delegação brasileira e descobriram que, apesar de todo o sucesso do país, tem muita gente descontente com a quantidade exagerada de punições que têm sido marcadas pelos árbitros no judô.

 

Leia tudo sobre: pan 2011brasil

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