Publicidade
Publicidade - Super banner
Pan
enhanced by Google
 

O 13º dia em Guadalajara: Adiós, muchachos

Se mantiver a diferença a que chegou 5ª feira, Brasil atinge ao menos uma meta: passar a Argentina no quadro de medalhas histórico

iG São Paulo |

AE
Essa é para vocês, hermanos: ouro de Diego Hypólito ajudou o Brasil a se aproximar na caça à Argentina
Enquanto as atenções dos brasileiros se concentram nestes dias para a acirrada briga com Cuba pelo segundo lugar na classificação, discretamente, comparando nossa linha no quadro de medalhas com uma que está um bocado abaixo, já se pode comemorar a vitória numa outra disputa particular. Pelo menos por enquanto.

Com os seis ouros conquistados nesta quinta-feira, o Brasil chegou a 39 em Guadalajara. Aliás, mais do que simplesmente 39, chegou a 19 + 20. Quer dizer: aos 19 ouros conquistados pela Argentina, sétima colocada até aqui, e mais 20 de vantagem. E daí? E daí que, para superar os vizinhos no quadro de medalhas da história dos Jogos Pan-Americanos, precisamos ter exatamente essa diferença em Guadalajara.

Resumindo a história toda: hoje foi dia de virada. De agora até o final do Pan, pode manter a sua continha por aí: por enquanto, Brasil 278 x 277 Argentina.

Veja como está o quadro de medalhas completo

O iG Esporte resume o principal do Dia do Brasil em Guadalajara:

O país anfíbio

Habituado a fazer frente à natação quanto ao número de medalhas para o Brasil, o atletismo tem feito justamente isso em Guadalajara: somado pódios e mais pódios. A quinta-feira foi prolífica no estádio TelMex, com duas medalhas de ouro – para um total de sete até aqui -, uma de prata e três de bronze. A disputa entre as modalidades continua boa, e o Brasil só agradece.

Tudo começou com uma barbada nos 10 mil metros, em que Marílson da Silva abriu vantagem cedo, passeou por seis quilômetros e terminou 41 segundos à frente do segundo colocado. Ele ainda teve a companhia de Giovani dos Santos no pódio, com o bronze. O outro título do dia veio com mais uma bela representante brasileira, Ana Cláudia Lemos da Silva, nos 200 m rasos.

Além disso, Cruz Nonata ainda repetiu nos 5 mil metros o resultado dos 10 mil – segundo lugar atrás de sua rival mexicana – e vieram mais dois bronzes: com Jefferson Sabino no salto em distância e com Bruno de Barros nos 200 m rasos.

Vitor ou Vitória?

A febre da ginástica artística brasileira entre as melhores do mundo começou com Daniele Hypólito, chegou ao ápice com Daiane dos Santos e se manteve com Jade Barbosa. No meio disso tudo, aos poucos, a equipe masculina foi se desenvolvendo, comandada por Diego Hypólito. Mas, depois do ouro por equipes, os homens agora deixam ainda mais claro seu protagonismo em Guadalajara com a medalha de prata de Arthur Zanetti nas argolas e principalmente o bicampeonato de Diego Hypólito na prova do solo. Agora, ele mira repetir o feito no salto sobre o cavalo na sexta-feira. As garotas, enquanto isso, passaram mais um dia sem conquistar medalha nenhuma no Pan.

Costas no chão

Quando o pessoal diz que o sujeito teve “um dia perfeito”, normalmente acaba se referindo mais ao resultado final em si – ter ganhado ou perdido – do que à maneira como ele foi obtido. Mas, no caso dos judocas Tiago Camilo e Leandro Guilheiro, pode-se dizer com todas as letras: os caras foram irrepreensíveis no Pan. Tanto um como o outro venceram suas quatro lutas por ippon a caminho da medalha de ouro, o que valeu desabafo de um e alívio do outro. Para completar a soma do dia, mais dois bronzes no feminino, com Mayra Aguiar e Maria Portela.

De novo não!

Foi a segunda vez no ano que as meninas brasileiras sofreram um dos tipos de derrota mais doída que existe no futebol: à frente no placar, cederam o empate no finalzinho e acabaram derrotadas nos pênaltis. Foi assim na decisão da medalha de ouro contra o Canadá nesta quinta-feira, igualzinho às quartas de final da Copa do Mundo Feminina, em julho, na Alemanha, contra os Estados Unidos.

Eu tenho a força!

Fernando Reis acabou com mais um tabu de ouros do Brasil em Pans – o do levantamento de peso - e o fez de um jeito que não deixa dúvida. O garoto de 21 anos conseguiu um total de 410 kg em seus levantamentos, quebrou o recorde pan-americano e conquistou o primeiro título da modalidade na história.

Veja as melhores imagens dos brasileiros no 13º dia de Jogos:


E ainda teve mais:

Iupi!

Uns dão cambalhota, outros se jogam no chão feito boneca de pano, alguns simplesmente gritam para espantar tudo e a maioria simplesmente abraça quem estiver por perto. Veja as imagens das melhores comemorações do Pan até aqui.

Mi Cielo, tu Cielo

Olhando a lista de atletas do Pan, não é fácil encontrar quem seja bom de verdade; bom a ponto de ser recordista mundial. Se na natação quem tinha um representante desse quilate era o Brasil, com Cesar Cielo, no atletismo a estrela vem dos nossos recém-intitulados rivais de quadro de medalha, os cubanos. É Dayron Robles, recordista dos 110 m com barreiras, que avançou à final com um pé nas costas.

A pátria de rodinhas

Poucos países evoluíram tanto em Guadalajara com relação a edições anteriores do Pan quanto a Colômbia, e boa parte disso se deve à patinação de velocidade – modalidade em que o Brasil não tem um representantezinho sequer -, que rendeu um total de seis medalhas de ouro aos colombianos.

 

Confira o calendário completo do Pan

 

A frase do dia

De Leandro Guilheiro, após conquistar o ouro em Guadalajara. O brasileiro lutou a decisão do Rio 2007 lesionado e sofreu uma derrota que deu início a um inferno astral em sua carreira. Xô, zica!

 

Estava com o Pan engasgado mesmo. Queria vir aqui e ganhar, para não ter más recordações de uma competição que é tão legal.”

 

 

 

 

 

  Nos blogs do iG

Receber medalha no estádio, receber notícia da galera por SMS, despedir do cachorrinho mascote na Vila, correr para o aeroporto... Último dia corrido no México! Leia mais no Blog da Maurren Maggi.

 

Direto de Guadalajara

>> Nós aqui falando de ultrapassar historicamente a Argentina e as “Leonas”, além de belas e craques, ainda nos dão a cartilha completa para ensinar o Brasil a montar um time competitivo de hóquei feminino para os Jogos Olímpicos de 2016.

>> Os organizadores do Pan admitem sem rodeios aos enviados iG a Guadalajara: a estratégia para a bilheteria foi vender os ingressos a preços baixos e garantir estádios e ginásios lotados. Mesmo que isso significasse arrecadar pouco.

 

Leia tudo sobre: pan 2011brasil

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG