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Pan
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O 12º dia em Guadalajara: Meninas superpoderosas

Tricampeonato de Maurren Maggi é o ponto alto do dia em que, de novo, o Brasil brilhou com suas mulheres belas e vencedoras

iG São Paulo |

AP
Maurren Maggi capitaneia o contingente feminino brasileiro em Guadalajara: tricampeonato histórico
Os dias em que o esporte feminino brasileiro caminhava léguas atrás do masculino já estão bem, mas bem para trás. Também, pudera: num país que elege presidenta, o mínimo que se espera é que se dê tanta atenção às garotas quanto aos rapazes. Ou, conforme for, até mais.

Vejamos esta quarta-feira de Pan, em que, nas pistas de atletismo, as mulheres trouxeram duas medalhas de ouro: da campeã olímpica Maurren Maggi e de Lucimara Silvestre, no heptatlo. Os dois títulos, mais o de Rosângela Santos nos 100 m rasos, no dia anterior, dão um aproveitamento de 100% de ouros àquelas que se autointitulam “as trigatas”: Segundo Maurren: “Não sei se alguém vai nos achar bonitas, mas é assim que nos tratamos.” (não sabe, é?)

O espírito é esse: sem receio de ser femininíssimas e, assim mesmo, vitoriosas. No quadro de medalhas, das 91 que o país conquistou até agora, 30 vieram das meninas (e mais meia das duplas mistas do tênis). Comparando-se com o último Pan disputado fora do Brasil, em Santo Domingo 2003 - o que o próprio COB (Comitê Olímpico Brasileiro) admite tomar como base de comparação -, as garotas já têm três ouros a mais: 12 contra nove. Tudo isso ainda é menos do que os homens, sim. Mas alguém tem dúvida de que no esporte, como em tudo mais, as coisas estão se equilibrando?

O iG Esporte resume o principal do Dia do Brasil em Guadalajara:

O que vem por aí: Futebol feminino quer provar que há vida sem Marta

Vim, vi, saltei e venci

É fácil dizer que o tricampeonato pan-americano Maurren Maggi era previsível agora, com a medalha no peito e a incrível marca de 6,94 m – a melhor de 2011 no mundo todo – registrada no placar. Mas, depois de frustrações como a de Fabiana Murer ou do basquete feminino, favoritismo absoluto não era algo que os brasileiros viessem levando tanto em consideração assim em Guadalajara.

Mas o desempenho da campeã olímpica foi a cereja no bolo de um dia notável para o atletismo do Brasil, que ainda conquistou mais duas medalhas de ouro – com Lucimara Silvestre, no heptatlo, e numa chegada apertadíssima, com direito a “photo finish”, de Leandro Prates nos 1.500 m. A conta da sexta-feira no estádio TelMex ainda teve mais um bronze para Geísa Coutinho, nos 400 m.

Foi mais um dia de festa na carreira de Maurren Maggi, que igualou o recorde de ouros entre as mulheres brasileiras na história do Pan.

Minutos depois da conquista , claro, Maurren comemorou o feito em seu blog no iG

Tem para todos os gostos

Foi o dia inaugural de disputas no judô e o Brasil já conheceu os três degraus do pódio. Primeiro veio a prata com Rafael “Baby” Silva, que levou duas punições e caiu diante de seu rival cubano. Em seguida, pelos meio-pesados, Luciano Corrêa se vingou de derrota no Rio 2007 para outro judoca de Cuba e conquistou o ouro, seguido do bronze de Maria Suelen Altheman.

Na base do murro

Sem muito alarde, o boxe brasileiro também vem fazendo barulho. Já não só mais por casos curiosos como o de Yamaguchi Falcão, que foi vítima de uma trapaça de seu ex-amigo dominicano, mas pelos resultados. O próprio Yamaguchi se classificou à final da categoria até 81 kg e repetiu o que Robson Conceição havia conseguido mais cedo na até 60 kg. Com isso, mais os bronzes de Julião Neto, Myke de Carvalho e Roseli Feitosa, o boxe brasileiro soma sete medalhas no México.

Confira o calendário completo do Pan

Tem dia que não é dia

No dia seguinte à histórica conquista inédita da medalha de ouro por equipes no masculino, a ginástica viveu um dia de disputas no individual geral em que nada saiu como se esperava. Entre as meninas, Daniele Hypólito caiu na prova da trave, uma de suas especialidades, e terminou em sétimo lugar. Horas depois, o brasileiro com mais chances de brigar por medalhas na disputa masculina, Sérgio Sasaki, abandonou a competição ao sentir uma antiga lesão no tornozelo. A esperança, agora, fica para as provas por aparelhos.

Vexame aqui não

A equipe de basquete masculino chega a Guadalajara com um elenco completamente diferente daquele que conquistou a vaga nas Olimpíadas de Londres. Não deveria, então, haver razões para pressão sobre os reservas do técnico Rubén Magnano, mas, após o papelão da favoritíssima equipe feminina, virou obrigação pelo menos não fazer feio – justamente o que os brasileiros trataram de conseguir na vitória por 80 a 71 sobre o Uruguai, na estreia. A molecada mereceu até elogios de um dos veteranos do grupo, o ala Guilherme Giovannoni.

Veja as melhores imagens dos brasileiros no 12º dia de Jogos:

E ainda teve mais:

Eu, eu mesmo e Cielo

Não que alguém tivesse dúvidas, depois de tantas conquistas, mas Cesar Cielo tratou de assegurar ao público brasileiro ao voltar do Pan: está com a cabeça preparada para defender suas medalhas de ouro olímpicas em Londres 2012. “Quero treinar como nunca treinei. Depois deste ano, aprendi muita coisa. Mentalmente me sinto preparado, agora é a parte física.” E o favoritismo? Anda bem, obrigado. ”É bom não ter que superar alguém.”

Luto em Guadalajara

Antes de diversas competições desta quarta-feira foi respeitado um minuto de silêncio em memória do jovem Juan Pablo López Ibarra, de 19 anos, que trabalhava como voluntário para a organização dos Jogos. O garoto foi atropelado quando se dirigia ao ginásio de basquete para trabalhar na final feminina entre México e Porto Rico e não resistiu aos ferimentos.

Catapuft!

Cavalo, bicicleta, barranco, cama elástica, o próprio chão: onde há vida, há possibilidade de levar um baita tombo. No Pan, não são poucas as imagens de gente se espatifando.

Acidentado

O dia teve tensão e gente sendo hospitalizada, tanto durante as competições quanto fora delas. A ginasta peruana Sandra Collantes sofreu uma queda feia durante sua apresentação nas barras assimétricas e foi levada ao hospital com uma lesão que, com base nos primeiros exames, parece similar àquela da brasileira Jaqueline, do vôlei. Fora dos campos e quadras, o técnico da seleção feminina de futebol, Kleiton Lima, se envolveu num acidente de trânsito e teve uma costela fraturada. O treinador passa bem e estará no banco de reservas para a final de quinta-feira entre Brasil e Canadá.

Veja como está o quadro de medalhas completo

A frase do dia

De Maurren Maggi, sobre a derrota na final do salto em distância no Campeonato Mundial, declarando rigorosamente o oposto de Fabiana Murer - que, coincidência ou não, foi campeã mundial e perdeu a final do Pan.

 

O Pan era mais importante para mim do que o Mundial. Queria essa terceira medalha

 

 

 

 

Nos blogs do iG

Seis jogadores com duplo dígito, vitória sobre o Uruguai e tudo dentro do “script”. Um porém? As cinco bolas de três pontos em insistentes 20 tentativas. Leia mais do basquete do Pan no Blog do Sormani.

Direto de Guadalajara

Vicente Seda/iG
Rosângela fecha o trio-gata: só ouro
>> Ela nasceu em Washington, mas cresceu no Rio, em Padre Miguel. Comemora as vitórias com dancinhas inspiradas em Jay-Z e Beyoncé e mais “música de gente doida”. Demora uma hora para se maquiar e embonecar antes da prova e, por causa das lesões, quase abandonou o esporte. Se isso tudo não fosse o bastante para Rosângela dos Santos ser considerada um bom personagem, na dúvida, ela ainda ganhou os 100 m rasos.

>> Um partido controla o poder executivo municipal e o outro, arquirrival, o estadual. Os dois governos, então, brigam tanto que chega uma hora em que estão tão preocupados em levar vantagem um sobre o outro que aquilo que deveria ser prioridade – organizar um grande evento – fica em segundo plano e se enche de problemas. Soa familiar? Calma lá: estamos falando do México e do Pan de Guadalajara.

>> Os enviados iG a Guadalajara escutaram a história de Roberto Chiappini, que, pouco antes do Pan de Mar del Plata, em 1995, levou uma dedada no olho esquerdo que acarretou uma hemorragia feia. Mesmo assim, ele quis defender a seleção brasileira de polo aquático que acabou com a medalha de prata e, para isso, precisou assinar um termo de compromisso. A história é famosa na concentração da equipe feminina do Brasil, cuja caçula é Izabella, filha de Roberto.

>> Luís XIV, que nada. Em matéria de “o Estado sou eu”, ninguém pode com gente como o velocista Kim Collins, de São Cristóvão e Nevis, ou os irmãos Brett e Shaune Fraser, das Ilhas Cayman, que são verdadeiros sinônimos de seus países no quadro de medalhas histórico do Pan.
 

 

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