Cestinha na vitória contra o Canadá defende decisão de disputar finais da WNBA em vez de brigar com seleção por vaga em Londres

“Eu não estava em casa passeando. Quem sabe a verdade entende porque não fui ao Pré-Olímpico”. Assim a ala Iziane se defendeu por não ter defendido a seleção brasileira de basquete feminino no torneio que classificou a equipe às Olimpíadas de Londres-2012. A maranhense de 29 anos optou por disputar as finais da WNBA pelo seu clube, o Atlanta Dream, enquanto a companheira de time Érika preferiu o Pré-Olímpico.

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“Aí é uma decisão pessoal de cada uma. Eu tenho contrato com o time e estava nas finais. Gosto muito de servir a seleção, tanto que estou aqui para jogar o Pan-Americano. São dez anos de seleção, que defendo com muito orgulho”, disse Iziane depois de o Brasil vencer o Canadá por 78 a 53, nesta sexta-feira, na estreia da competição.

Não deixar o clube para defender a seleção não foi a primeira rusga de Iziane com a CBB (Confederação Brasileira de Basquete). Em 2008, no Pré-Olímpico mundial para Pequim, Iziane se recusou a voltar à quadra na partida contra a Bielorússia. O então técnico Paulo Bassul não a levou a China. Hoje, segundo a ala, a relação com o atual treinador, Ênio Vecchi, é normal.

“Ele fala pouco, não tem muita conversa não. Mas algumas vezes brincamos com ele nos treinamentos”.

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No masculino, o pivô Nenê e o ala-armador Leandrinho também desistiram de competir no Pré-Olímpico da Argentina, que classificou o Brasil depois de 15 anos para uma Olimpíada. Eles também não foram convocados para os Jogos Pan-Americanos, até porque o time dos homens está com uma equipe sem os atletas que atuam fora do Brasil.

“Não posso dar conselhos para eles voltarem. É uma decisão de cada um. Eu não pude ir ao Pré-Olímpico, mas aceitei muito bem o Pan e quero estar na Olimpíada”, disse Iziane.

Técnico brasileiro
Iziane voltou a ser convocada quando a CBB decidiu contratar um técnico espanhol também para o time feminino, em 2010, como havia no masculino. A relação com Carlos Colinas não foi das melhores.

“A melhor coisa que a Confederação fez foi contratar novamente um brasileiro. Ele respeita as características das brasileiras, e no caso do Ênio ainda nos ajuda passando a agressividade que o basquete masculino tem. Não estava certo ter um estrangeiro”, disse a jogadora.

Iziane teve o contrato finalizado com o Atlanta Dream e virou agente livre para negociar com qualquer time da WNBA. Até começar a temporada por lá, em meados de 2012, ela pretende jogar ou no Brasil ou na Europa – há negociação para montar um time no Maranhão.

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