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Pan
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Na altitude, natação deve ser pobre em recordes

O ar rarefeito dos 1.500 m de altitude de Guadalajara deve dificultar a obtenção de marcas expressivas no Pan

Érico Leonan, especial para o iG, em São Paulo |

Acompanhar as provas de natação dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara esperando quebras de recorde promete ser uma experiência algo frustrante. O ar rarefeito da cidade de Guadalajara, localizada a 1.500 m de altitude, deve dificultar a obtenção de marcas expressivas na piscina do Centro Aquático Scotiabank durante as provas da modalidade, que começa a ser disputada neste sábado, dia 15.

Conheça principais destaques da natação dos Jogos Pan-Americanos

O blogueiro do iG Rogério Romero, ex-nadador dono de quatro medalhas em Jogos Pan-Americanos e finalista de quatro Olimpíadas, concorda que dificilmente o Pan de Guadalajara ficará marcado por resultados históricos. “Não aguardo recordes ou índices olímpicos, mas sim atitude dos atletas diante da altitude: reclamar de nada vai adiantar”, analisa Romero. “Nesse sentido, valem mais as medalhas que o resultado em si.”

Atletas da natação treinam em Guadalajara. Veja fotos

Um dos grandes nomes dos Jogos Pan-Americanos, o recordista mundial dos 50 m e dos 100 m nado livre Cesar Cielo já competiu numa altitude similar à de Guadalajara - no Campeonato Sul-Americano de 2006, em Medellín, na Colômbia – e se mostra reticente com relação às condições.

Veja também: As musas da natação brasileira nos Jogos Pan-Americanos

Lembro que pesou para mim. Nadei na época os 100 m livre em 50 segundos. Uma hora depois, fui para o revezamento e aumentei meu tempo em dois segundos. Senti cansaço”, contou o paulista, vencedor de três medalhas de ouro no Pan do Rio de Janeiro, em 2007. “Quero ver como vou reagir aqui”.

Os principais rivais

Além de nomes mais conhecidos do público, como Cielo e Thiago Pereira – que brilhou no Rio-2007 com seis medalhas de ouro -, dentro da delegação de 38 nadadores há um punhado de outros candidatos fortes a subir ao pódio.

Gaspar Nóbrega/Inovafoto/COB
O recordista mundial dos 50 m e dos 100 m nado livre, Cesar Cielo já competiu numa altitude similar

Campeão mundial dos 50 m nado peito em Xangai, em julho, Felipe França vai nadar em Guadalajara os 100 m peito – que, diferente de sua especialidade, é uma prova olímpica – e deverá ter como principal rival o canadense Scott Dickson. Isso embora ele próprio admita conhecer pouco dos adversários que vai enfrentar. “Não tenho ideia de nomes. Os canadenses e americanos devem ser os que me atrapalharão um pouco. Mas os meus grandes adversários somos eu e o relógio”, disse o atleta de 24 anos.

Leia também: Nadadora brasileira confia que país vai superar marca do Pan 2007

Entre as mulheres, um dos nomes mais destacados é o da norte-americana Kim Vandenberg, nadadora que defendeu o Minas Tênis Clube no último Troféu José Finkel e é especialista nos 100 m e 200 m borboleta - provas em que será a rival a ser batida pelas brasileiras Fabíola Molina e Joanna Maranhão, respectivamente. Nos 200 m borboleta, ela deve ter concorrência dura de sua compatriota Elaine Breeden.

Acompanhe o blog do Rogério Romero

Outra velha conhecida das brasileiras que chega ao México esperançosa é a argentina Georgina Bardach, medalhista de bronze nos 400 m medley dos Jogos Olímpicos de Atenas, em 2004, e que desde a Olimpíada de Pequim-2008 tem sofrido para conseguir bons resultados. A nadadora, presença constante nos torneios interclubes brasileiros, se mostra motivada para retomar o alto nível de alguns anos atrás.
 

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