A central Mayara costuma ser a responsável por cuidar dos cabelos e das unhas das colegas da seleção brasileira

As meninas da seleção brasileira feminina de handebol querem continuar fazendo bonito dentro e fora das quadras nos Jogos Pan-Americanos . Nesta sexta-feira, como de costume, elas acordarão cerca de 20 minutos mais cedo para cuidar do visual, dando aquela caprichada especial nos cabelos antes de entrar no ônibus que as levará para o Ginásio San Rafael, onde enfrentarão o México a partir das 23h (horário de Brasília) em uma das semifinais do Pan. A responsável por dar esse trato nas colegas, em ritual repetido em todos os dias de jogos, é a central Mayara , que também virou "manicure" da delegação.

Leia também: Handebol masculino relaxa com jogo de baralho

Uma das jogadoras que têm suas madeixas arrumadas pela companheira é a armadora-esquerda Duda . "Quando eu quero trança, é ela quem faz. É parte do nosso ritual de preparação. Precisamos estar bonitas para sair bem na foto, não é?", brincou. E não é qualquer penteado, não. Mayara faz em Duda a trança 'escama de peixe', mais trabalhosa por ter mechas mais finas. O resultado tem sido elogiado. "Essa trança demora um pouquinho para ser feita. Uns dez minutos", contou a "cabeleireira".

Leia também: Brasil cede empate a Argentina no futebol masculino

Há alguns dias, como a fila para arrumar os cabelos estava grande, a trança de Duda foi feita já no ônibus, a caminho do ginásio. "Primeiro, arrumei o meu e depois o da Babi. Aí, acabei fazendo o da Duda no percurso mesmo. Às vezes, dormimos um pouquinho mais e aí não dá tempo de finalizar o trabalho no hotel. Então, vamos nos arrumando enquanto saímos", contou Mayara.

Fazer penteados não é o único dom fora das quadras da central. É Mayara também quem faz as unhas das companheiras em todas as viagens da seleção, seja em fase de treinos, amistosos ou competições. A central Ana Paula elogiou o trabalho da colega em Guadalajara. "Está aprovada. Ela faz muito bem e rápido, em, mais ou menos, meia hora. Só não pode começar a cobrar", disse aos risos.

A explicação para o hobby de Mayara é sua vaidade. Estranhamente, nesta quinta-feira, ela estava com as unhas sem pintura, mas explicou rapidinho. "Eu fiz minha unha todinha, estava pronta. Mas não gostei e tirei tudo", revelou a jogadora, que tem 80 esmaltes em casa (na França, onde joga). Para Guadalajara, ela levou uma pequena parte da coleção: apenas cinco.

Veja como está o quadro de medalhas do Pan-Americano

O grande desafio da central brasileira está sendo se segurar para não comprar mais alguns em Guadalajara. "Nós descobrimos uma lojinha de cosméticos aqui que vende um monte de esmaltes, mas ela disse pra gente que não queria nem saber onde era, porque iria lá comprar", contou Ana Paula.

Mayara explica como o hobby começou. "Sempre arrumei meu cabelo sozinha. Faço pintura e até já arrisquei cortar. Tenho quase tudo em casa: chapinha, mousse, reparador de pontas, babyliss. Em relação às unhas, comecei a fazer quando joguei na Europa. Como o serviço nos salões de lá é caro (cerca de R$ 60,00, segundo ela), demorado e de qualidade inferior em relação ao Brasil, passei a fazer em casa mesmo, peguei prática e gostei."

Leia também: Cielo vai à final dos 50 m livre

A craque da estética é alvo de uma brincadeira inevitável na seleção. "As meninas sempre falam que, quando eu parar de jogar, vou abrir um centro de estética. Mas, para mim, é só um hobby, mesmo porque fiz dois anos de fisioterapia, faculdade que um dia quero terminar, e dois anos de massagem na Espanha", contou. Duda, no entanto, emenda. "Ela está escondendo o ouro. Tenho certeza de que, um dia, ela vai abrir um salão e chamar a gente para a festa de inauguração, de surpresa".

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.