Wallace de Souza, oposto titular do Brasil na conquista do ouro no vôlei masculino, se vê mais maduro após o Pan

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A seleção brasileira masculina de vôlei faturou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara com um grupo mesclado de novatos e poucos veteranos e um atacante que chegou ao México com “ares de cubano”, mas voltou para casa mais maduro e mais brasileiro.

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O oposto Wallace de Souza foi o melhor atacante do torneio e, em cinco jogos, colocou 72 bolas no chão. Como alcança 3,44 m no ataque e tem muita força no braço, é comparado aos jogadores de Cuba, que costumam saltar muito e decidir tudo na pancada. Depois do Pan, Wallace aprendeu que também pode jogar de outra maneira, com a habilidade dos atletas nacionais.

“Eu aprendi a trabalhar a bola se ela não está tão boa para você chegar e dar nela com tudo. Não vai sempre na porrada que você vai conseguir fazer o ponto. Cada torneio que passa eu estou conseguindo analisar melhor isso no meio da jogada”, disse o oposto, em entrevista exclusiva ao iG .

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Wallace ressalta também a melhora no saque. Foram três aces (pontos diretos de saque) na final contra Cuba , por exemplo. “Eu consegui melhorar bastante o meu saque, que era uma das coisas que eu venho treinando bastante”.

Jogadores do vôlei comemoram o ouro em Guadalajara com o tradicional
Reuters
Jogadores do vôlei comemoram o ouro em Guadalajara com o tradicional "peixinho"

Ainda assim, o oposto não se vê entre os 12 de Bernardinho para a disputa da Copa do Mundo, que vale vaga olímpica, ou para Londres-2012. O jogador, de 24 anos reconhece que o Pan foi uma vitrine, mas espera resultados a longo prazo .

“Foi uma das melhores experiências que eu tive. Esse Pan foi realmente o que eu estava precisando, que era jogar de fato e ter uma responsabilidade ali na seleção. Eu consegui mostrar o meu trabalho e eles viram. Agora acho que vai ser bem melhor”, afirmou.

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“Mas o Bernardo já tem um time base e acho que ele vai trabalhar bastante com esses jogadores. Eu, sinceramente, penso a longo prazo. Nós que estamos chegando agora vamos ter a oportunidade de jogar mais para frente”, completou.

Na mala do atleta na volta para casa, além da experiência e da medalha, vieram poucas coisas do México. “Eu tinha ido antes para os Estados Unidos e aproveitado para comprar tudo lá. Agora eu trouxe só um chapeuzinho”, brinca o oposto, que agora só quer a boa vida das férias ao lado da família. “Quero curtir tudo isso um pouco”.

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