Publicidade
Publicidade - Super banner
Pan
enhanced by Google
 

Melhor atacante do Pan aprende que nem todo ponto sai na força

Wallace de Souza, oposto titular do Brasil na conquista do ouro no vôlei masculino, se vê mais maduro após o Pan

Aretha Martins, iG São Paulo |

Vipcomm
Wallace passa pelo bloqueio do Canadá logo na estreia dos Jogos Pan-Americanos
A seleção brasileira masculina de vôlei faturou o ouro nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara com um grupo mesclado de novatos e poucos veteranos e um atacante que chegou ao México com “ares de cubano”, mas voltou para casa mais maduro e mais brasileiro.

Galeria de fotos: Vôlei do Brasil repete feito de 1963 no Pan 2011. Veja nas imagens como foram os jogos

O oposto Wallace de Souza foi o melhor atacante do torneio e, em cinco jogos, colocou 72 bolas no chão. Como alcança 3,44 m no ataque e tem muita força no braço, é comparado aos jogadores de Cuba, que costumam saltar muito e decidir tudo na pancada. Depois do Pan, Wallace aprendeu que também pode jogar de outra maneira, com a habilidade dos atletas nacionais.

“Eu aprendi a trabalhar a bola se ela não está tão boa para você chegar e dar nela com tudo. Não vai sempre na porrada que você vai conseguir fazer o ponto. Cada torneio que passa eu estou conseguindo analisar melhor isso no meio da jogada”, disse o oposto, em entrevista exclusiva ao iG.

Leia também: Vôlei brasileiro tem inédito 100% de aproveitamento no México

Wallace ressalta também a melhora no saque. Foram três aces (pontos diretos de saque) na final contra Cuba, por exemplo. “Eu consegui melhorar bastante o meu saque, que era uma das coisas que eu venho treinando bastante”.

Reuters
Jogadores do vôlei comemoram o ouro em Guadalajara com o tradicional "peixinho"

Ainda assim, o oposto não se vê entre os 12 de Bernardinho para a disputa da Copa do Mundo, que vale vaga olímpica, ou para Londres-2012. O jogador, de 24 anos reconhece que o Pan foi uma vitrine, mas espera resultados a longo prazo.

“Foi uma das melhores experiências que eu tive. Esse Pan foi realmente o que eu estava precisando, que era jogar de fato e ter uma responsabilidade ali na seleção. Eu consegui mostrar o meu trabalho e eles viram. Agora acho que vai ser bem melhor”, afirmou.

Leia também: Pan é visto como torneio para ganhar experiência no vôlei masculino

“Mas o Bernardo já tem um time base e acho que ele vai trabalhar bastante com esses jogadores. Eu, sinceramente, penso a longo prazo. Nós que estamos chegando agora vamos ter a oportunidade de jogar mais para frente”, completou.

Na mala do atleta na volta para casa, além da experiência e da medalha, vieram poucas coisas do México. “Eu tinha ido antes para os Estados Unidos e aproveitado para comprar tudo lá. Agora eu trouxe só um chapeuzinho”, brinca o oposto, que agora só quer a boa vida das férias ao lado da família. “Quero curtir tudo isso um pouco”.

Leia tudo sobre: pan 2011vôleibrasilcubafinalwallace de souza

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG