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Atleta chega a Guadalajara credenciado pelos bons resultados obtidos na temporada, mas admite sentir os efeitos da altitude

Diogo Silva teve bons resultados durante a temporada
Divulgação
Diogo Silva teve bons resultados durante a temporada
Diogo Silva representou o taekwondo brasileiro nos dois últimos Jogos Pan Americanos e subiu ao pódio em ambas as oportunidades. Na edição de 2003, em Santo Domingo, ficou com o bronze. Quatro anos mais tarde, no Rio de Janeiro, superou o peruano Peter Lopez na decisão e conquistou a medalha de ouro – a primeira das 58 somadas pelo Brasil. A meta para Guadalajara é vencer novamente a competição, e o atleta se mostra bastante confiante para atingir este objetivo.

“Estou pronto para lutar pelo título”, afirmou Diogo. “Fiz uma ótima temporada esse ano, conquistei grandes títulos e estou mais motivado. Vou dar o meu melhor. E se meu melhor for conquistar o bi, que assim seja”.

Os resultados obtidos em 2011 são, de fato, animadores. Nos Jogos Mundiais Militares, que tiveram o Rio de Janeiro como sede, ganhou o ouro. No Aberto dos EUA, ficou a medalha de bronze. E no Pré-Olímpico de Baku, também conquistou um bronze -- resultado que carimbou o passaporte para Londres-2012.

Mas para chegar completamente preparado à disputa em Guadalajara e dar sequência à boa fase, ainda há um grande obstáculo a ser superado: a altitude. Isso porque a cidade que receberá o Pan fica mais de 1500 metros acima do nível do mar.

Com o objetivo de driblar essa adversidade, Diogo já está no México . A fase final de preparação está sendo feita na cidade de San Luis Potosi. Junto com os demais atletas brasileiros que disputarão as provas de taekwondo no Pan, ele treina no Centro Esportivo La Loma. E admite que todos ainda sentem os efeitos da altitude.

“Alguns atletas sentem dor de cabeça, outros, como eu, ficam com falta de ar", relatou. "O clima é seco. Então, no primeiro momento, estamos em um trabalho de choque”.

A disputa do taekwondo no Pan ocorrerá entre os dias 15 e 18 de outubro. Diogo está certo de que, até lá, o desconforto resultante da pressão atmosférica local não irá mais incomodar. “Depois que passar esse momento de aclimatação, vamos progredir e alcançar o sucesso no Pan de Guadalajara”, afirmou.

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