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Maurren iguala recorde de ouros entre as mulheres em Pans

Saltadora disse que pretende ir “até onde Deus me der asas”. Ela fez nesta quarta sua melhor marca do ano

Marcel Rizzo, enviado iG a Guadalajara |

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Maurren fez seu melhor salto no ano e ficou com o ouro em Guadalajara
A saltadora brasileira Maurren Maggi igualou, com a vitória desta quarta-feira no salto em distância, a marca de três títulos em Jogos -Pan-Americanos e se tornou a mulher com mais medalhas de ouro ao lado da carateca Lucélia de Carvalho. Maggi, que é colunista do iG, faturou também o ouro em Winnipeg-99 e Rio-2007 (em 2003, em Santo Domingo, a atleta estava suspensa por causa do polêmico doping por clostebol, segundo ela, por causa de uma depilação). Lucélia ainda disputa medalha neste Pan e pode ultrapassar Maggi novamente.

Blog da Maurren Maggi: "Eu sou tricampeã pan-americana"

“Quero ir até onde Deus me der asas. É muito difícil uma mulher conseguir três ouros em competições deste nível, o esporte feminino passou a ser valorizado há muito pouco tempo. Quero mais, o tetra em Toronto (2015), quem sabe o Rio em 2016 (Olimpíadas)”, disse Maurren, que tem 33 anos, priorizará agora a obtenção do índice para tentar o bicampeonato olímpico em 2012, em Londres (faturou o ouro em Pequim-2008).

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A certeza que venceria era tanta que Maurren trouxe do Brasil as outras duas medalhas de Pan. Estavam na bolsa da técnica dela, Tânia, mas a brasileira fez questão de pegá-las para a entrevista. Houve confusão se a cerimônia de premiação seria nesta quarta, as bandeiras chegaram a ser posicionadas, mas como o estádio já estava vazio, por causa do fim das provas, optou-se por fazer nesta quinta-feira.

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“Pena que não estou com as três medalhas aqui para as fotos. Foquei neste Pan, para chegar bem neste Pan e consegui um ótimo salto. O Pan era mais importante para mim do que o Mundial. Queria essa terceira medalha”, disse ela em referência à derrota no Mundial da Coréia do Sul.

Melhor marca do ano

O salto que deu a Maurren o ouro em Guadalajara, de 6,94m, foi a melhor marca dela no ano. Com essa marca, seria ouro no mundial, vencido pela americana Brittney Reese (6,82m) - que não estava no Pan. Na competição disputada em Daegu, na Coreia do Sul, Maurren até saltou mais do que Reese, 6,86m, mas na eliminatória. Na final acabou queimando dois saltos e no que completou fez apenas 6,17m.

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“A felicidade é grande por levar mais um ouro para o Brasil. Agora vou descansar, vou ficar uma semana na praia e depois voltar a treinar para conseguir o bi olímpico”. Maurren estava feliz por ter igualado o seu ídolo no esporte, o saltador Adhemar Ferreira da Silva, que também é tricampeão pan-americano, no salto triplo (Buenos Aires-51, Cidade do México-55 e Chicago-59).

“Ele sempre será meu ídolo, me espelhei nele”, admitiu ela.

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