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Maurine exalta prata em drama menor e dá exemplo de garra

Lateral dedica medalha ao pai, que morreu durante o Pan e mostra reocupação com Debinha, que perdeu pênalti na final contra Canadá

Marcel Rizzo e Vicente Seda, enviados iG a Guadalajara |

A seleção brasileira de futebol feminino perdeu o ouro para o Canadá na quinta-feira. Após estar vencendo por quase todo o jogo, o time cedeu o empate a dois minutos do fim e foi derrubado do lugar mais alto do pódio na disputa de pênaltis. Um drama pequeno perto do que a lateral Maurine enfrentou pela chance de estar com a camisa amarela pela primeira vez em uma final pan-americana.

O futebol se despediu do Pan, mas ainda há competições pela frente. Confira o calendário

Vicente Seda/iG
Maurine vai enquadrar a prata e o bilhete da semifinal contra o México com retrato do pai
Em Guadalajara, a camisa 2 do Brasil soube que perdeu o pai. Foi liberada e ficou. Queria a medalha dourada para dedicar a ele, mas em nenhum momento se mostrou diminuída com a prata, certa de que o espírito de luta faria o pai mais satisfeito do que a cor do metal no seu pescoço.

Sorrindo mesmo depois de uma derrota tão frustrante, já que a vitória esteve tão perto, Maurine era a imagem da perseverança. “A gente lutou, fez o melhor, está todo mundo de parabéns. Disputa de pênaltis é difícil, tivemos raça, brigamos até o fim. Agora é trabalhar pelas Olimpíadas. Conseguimos uma medalha, não podemos ficar tristes com isso”, repetia a jogadora.

Acompanhe o quadro de medalhas do Pan

A lateral revelou que fará um quadro, com a foto de seu pai, a medalha de prata e um bilhete que ganhou para o jogo contra o México, na semifinal, quando o seu gol assegurou a vaga na decisão do Pan. “Foi um momento difícil pelo qual passei, mas nessas horas temos de nos superar. Tenho certeza que o meu pai está feliz porque lutamos até o fim. Nós temos de estar juntas até o fim, por isso eu quis ficar com elas. Agradeço muito pela força que me deram, eu realmente precisava”.

A maior preocupação de Maurine era com Debinha. Autora do gol aos três minutos do primeiro tempo que por pouco não garantiu o ouro ao Brasil, ela foi de herói à vilã em minutos. Antes do gol canadense, aos 43 do segundo tempo, perdera uma chance sem goleiro, em rebote de Le Blanc. No fim, também desperdiçou a cobrança de pênalti que fez soar o hino canadense no Estádio Omnilife.

“Ela ficou bastante abalada. Disse a ela que se não fosse o gol que ela fez, não teríamos nem chegado à disputa de pênaltis, então ela tem de erguer a cabeça. Passou um filme (da derrota para os EUA no Mundial), mas temos de sair de cabeça erguida, pois fizemos o melhor, nos entregamos”, concluiu.

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