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Atleta está fora do pan, mas exerce função de sparring nos treinamentos e espera ajudar colegas a buscarem medalhas em Guadalajara

Um dos nomes mais experientes do taekwondo brasileiro, Marcel Wenceslau já representou o país em uma série de competições importantes. No currículo do paulista de 30 anos de idade constam participações em Jogos Sul-Americanos, Pan-Americanos , Mundial e Olimpíadas. E apesar de não competir em Guadalajara este ano, o atleta pode contribuir bastante para o sucesso da equipe em solo mexicano.

Marcel é um dos nove lutadores que viajaram à cidade de San Luis Potosi – onde a equipe brasileira finaliza a preparação para o Pan – especialmente para servir de sparring. Em outras palavras, ele fará o papel de adversário dos atletas nos treinos.

“Ser sparring não é demérito nenhum”, afirmou Marcel. “O fato de estar aqui é gratificante, ainda mais porque estou ajudando o meu irmão, Márcio. E como estamos sempre disputando competições internacionais, também conhecemos bem cada adversário do Pan. Por isso, temos condições de ser um bom oponente e ainda ajudamos a corrigir cada movimento de ataque e defesa”.

A análise de Marcel é bastante semelhante à de Fernando Madureira, técnico do selecionado brasileiro de taekwondo. Para ele, os sparrings que a equipe tem à disposição podem colocar os atletas em boa situação na briga por medalhas em Guadalajara.

“Em muitas situações de treinos, os sparrings chegam a exigir bem mais do que em uma luta de competição”, declarou o treinador. “Por ser um esporte de luta individual, o atleta do taekwondo precisa ter oponentes de peso em seus treinos para não perder o referencial da luta. O grupo é muito unido e está consciente de que o resultado positivo é muito importante para o crescimento da nossa modalidade”.

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