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Rafael Silva representará o Brasil na categoria pesado do judô masculino em Guadalajara

Divulgação
Rafael Silva é candidato ao ouro ao lado do cubano Oscar Brayson
O primeiro olhar sobre Rafael Silva é suficiente para deixar qualquer adversário assustado. Mas o judoca de 2,03m e 150 kg é conhecido por ser um dos atletas mais dóceis da modalidade no país. Representante mais pesado da delegação brasileira nos Jogos Pan-Americanos , ele rompe o modelo dos grandões mal encarados do mundo das lutas. Não só isso, como chega a ser apelidado de Baby graças à personalidade tímida e tranquila.

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“Eu sou desse jeito, não tenho muita agressividade. Mas sei que na hora da luta preciso me transformar e sempre faço isso, pois é importante ser ativo no judô”, afirmou o atleta em entrevista ao iG .

Ao contrário de rivais que berram antes das lutas e fazem cara de mal, Rafael Silva aposta na serenidade e raramente sai do sério. Tanto, que ele chega a assistir combates de MMA antes de entrar no tatame para poder ficar mais agressivo. “Eu gosto muito, então me ajuda ver o UFC”, ressaltou.

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Aos 24 anos, Rafael é um dos principais nomes da nova geração do judô nacional com grandes chances de conquistar a medalha de ouro em Guadalajara. Atualmente, ele ocupa o oitavo lugar do ranking mundial, três à frente do cubano Oscar Brayson, seu principal adversário no Pan.

“Ele com certeza pé o meu principal rival. O mexicano também é chato. Mas já tenho três lutas contra o Brayson. Já nos enfrentamos Guadalajara mesmo. Perdi no individual e ganhei no por equipes. Na Copa do Mundo [também por equipes] empatamos. É uma luta chata”, avaliou.

Baby será um dos primeiros judocas a entrar no tatame de Guadalajara, no dia 26. As chaves ainda não foram definidas, mas ele deverá realizar três combates ao todo para poder chegar ao ouro.