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Inspirado em Senhor dos Anéis, Brasil enfrenta Pan de alto nível

Brasileiros estreiam nesta segunda-feira no tiro com arco dos Jogos de Guadalajara, considerados mais fortes que o Pré-Olímpico

iG São Paulo |

Wagner Carmo/Inovafoto/COB
Sarah Nikitin começou no esporte por causa do Legolas e hoje é destaque
Em diversas modalidades, o Pan é visto como uma competição secundária, para a qual as equipes não levam seus principais atletas. No caso do tiro com arco, porém, o nível é tão alto que a disputa em Guadalajara é considerada até mais complicada do que o Pré-Olímpico.

As potências da modalidade são México e Estados Unidos, e ambos competirão com seus melhores arqueiros. Entretanto, como os dois países estão classificados para Londres 2012, não precisam passar pelo Pré-Olímpico. “Sem esses países na classificatória, acho que conseguir medalha nesse Pan será mais difícil do que obter uma vaga em Londres”, afirma o chefe de equipe brasileira Eros Fauni.

Leia também: Gustavo Trainini divide atenções entre o tiro com arco e os falcões

No Brasil, os destaques da equipe são Daniel Xavier, tetracampeão nacional indoor, e Sarah Nikitin, que na seletiva para o Pan, em julho deste ano, se tornou a primeira brasileira a romper a barreira dos 1.300 pontos no tiro com arco, ao somar 1.305 pontos .

Veja como está o quadro de medalhas do Pan 2011

O mais curioso disso tudo é a maneira como a recordista se interessou pela modalidade: inspirada pelo cinema e pela literatura. “Era muito fã da trilogia ‘O Senhor Anéis’ e fiquei encantada com o arqueiro Legolas. Nem sabia que existia um esporte com arco e flecha. Foi então que decidi procurar um lugar para aprender e começar a praticar”, explica a arqueira.

Veja o calendário completo do Pan 2011

Sarah e a equipe brasileira treinam em Campinas e aprovam a estrutura do local. “Estou praticamente morando lá há sete meses. Temos toda a estrutura necessária e também contamos com os ensinamentos do técnico (sul-coreano) Lim Hee Sik”, diz a fã de Legolas.

Depois de toda a preparação, o Brasil chega ao Pan para quebrar um jejum. As únicas medalhas do tiro com arco para o país foram conquistadas há 28 anos, nos Jogos de Caracas, em 1983. Foram três bronzes. “Sabemos que vamos encontrar dificuldades, pois Estados Unidos e México são os grandes favoritos, mas chegamos com uma equipe forte e capaz de conseguir bons resultados”, afirma Daniel Xavier.

De professora a treinador de falcão
Além de Daniel Xavier e Sarah Nikitin, a delegação brasileira ainda conta com Fabio Emílio, Fátima Rocha, Gustavo Trainini e Michelle Acquesta - cada qual com uma profissão fora do esporte. A de Gustavo Trainini é a mais exótica: ele é biólogo e treinador dos falcões usados para espantar aves de aeroportos. Já Fátima, além de arqueira, é professora universitária no Rio de Janeiro. Michelle acabou de terminar a faculdade de gastronomia.

As competições de tiro com arco no México começam nesta segunda-feira, a partir de 13h30 (horário de Brasília).
 

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