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Início de Pan tem problemas em equipamentos, e atletas reclamam

Apagão parcial em ginásio, cronômetro que não para e piscina improvisada marcam começo de Jogos em Guadalajara

Marcel Rizzo e Vicente Seda, enviados iG a Guadalajara |

Cronômetro que não marca o tempo, piscina construída de modo improvisado em um clube hípico, apagão parcial e nenhuma lanchonete em um ginásio. Depois de uma festa de abertura bonita e sem erros técnicos visíveis, os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara apresentaram problemas estruturais em seus equipamentos (estádios e ginásios) nos dois dias iniciais, o que gerou a reclamação de atletas e até de torcedores.

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Reformado, o ginásio San Rafael, que fica no parque do mesmo nome, não tem restaurante ou lanchonete para os fãs do handebol. Se quiser comer, os torcedores precisavam sair do ginásio, o que gera conflito com os voluntários, pois eles não sabem informa ser era possível retornar. O parque, de dimensão mediana, está mal cuidado, o que gera a impressão de que o ginásio também está velho, apesar de ter sido praticamente reconstruído.

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A organização do Pan-Americano gastou cerca de R$ 1,5 bilhão com construção e reforma dos equipamentos, incluindo a construção da Vila Pan-Americana. O parque aquático é bonito e está anexado ao complexo de tênis no parque metropolitano, afastado cerca de 25 km do centro da cidade - ambos foram feitos com material de nível internacional, como exigem as confederações. Tanto que em 2017 Guadalajara receberá o mundial de natação.

Mesmo assim houve problemas no parque aquático. Primeiro no cronômetro, que não marcou o tempo da brasileira Daynara de Paula, nas eliminatórias dos 100 m borboleta. Ela saiu da piscina, e seu tempo continuou correndo. Preocupada, foi retirada por um voluntário da piscina, mas na revisão se classificou para a final e acabou ganhando a medalha de prata. “Assustei, porque imaginei que poderia dar algum problema. Você treina tanto e não seria justo deixar de ganhar algo por problemas técnicos”, disse Daynara.

Alguns nadadores têm reclamado também do bloco de saída, que escorrega muito. Segundo um competidor, atletas relataram quase ter se machucado nas saídas. Nenhum membro do Copag (Comitê Organizador Pan-Americano de Guadalajara) quis comentar o problema no bloco. O cronômetro não teve outras falhas.

Confira alguns dos atletas que sofreram com problemas técnicos em Guadalajara:

Apagão
Se na piscina do moderno parque aquático há problema, a piscina construída para a disputa do pentatlo moderno gerou reclamação da brasileira Yane Marques. Construída improvisada em um clube hípico, o equipamento de 25 m (metade do tamanho olímpico) estava com temperatura baixa, de 21 graus. “Estava muito gelado, o que atrapalhou o tempo das atletas”, disse Marques. Além da natação, o pentatlo tem disputas de esgrima, hipismo, tiro e corrida.

“O percurso da corrida também estava ruim, o terreno muito duro”, disse a brasileira, que perdeu o ouro para a norte-americana Margaux Isaksen, apesar de ser a favorita.

Acompanhe o quadro de medalhas do Pan 2011

Outro que perdeu uma medalha dourada ou prateada quase certa foi Márcio Wenceslau, do taekwondo – acabou com o bronze. Ele perdeu na semifinal para o mexicano Damian Villa, na categoria até 58 kg, e reclamou da arbitragem. Pela primeira vez em Pans, os atletas usam chips que facilitam a marcação de pontos pelos árbitros, mas esses equipamentos falharam em algumas lutas. Wenceslau não sabe se houve falha na luta dele, mas acha que alguns de seus golpes não foram marcados. “Só dando um tiro aqui para marcar ponto”, reclamou.

No complexo de vôlei, ginásio reformado em área nobre da cidade, meio apagão bem no jogo de estréia das anfitriãs. A seleção feminina do México, sem tradição no esporte, perdia para o Peru quando o lado esquerdo do ginásio teve parte das luzes apagadas. O jogo não foi interrompido, mesmo com metade da quadra mais clara do que a outra - o mini apagão durou cerca de 15 minutos com o ginásio lotado.

Na próxima semana, começará a ser usado o estádio de atletismo, o que mais preocupa a organização porque foi o último a ficar pronto. Ele recebeu, na última semana, o aval da IAAF (Federação Internacional de Atletismo), mas há risco de ter problemas na pista.

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