Desde a edição dos Jogos de Indianápolis-1987, meninas não sabem o que é voltar para o país sem medalha

Ainda tentando reviver seus melhores dias no circuito mundial, o tênis feminino do Brasil tem bom retrospecto em Jogos Pan-Americanos. Já são cinco edições seguidas que as tenistas trazem medalhas. Em Guadalajara, no México , a expectativa é que a história se repita, principalmente agora que as meninas estão ganhando mais apoio da CBT (Confederação Brasileira de Tênis), reclamação recorrente nos últimos anos.

As musas do tênis

O time feminino será formado pela pernambucana Teliana Pereira, 312º do ranking mundial, pela paulista Vivian Segnini, 287ª, e pela carioca Ana Clara Duarte, 294ª. Teliana esteve no Pan do Rio, quatro anos atrás, e, ao lado da carioca Joana Cortez, conquistou a medalha de bronze nas duplas. Nesta temporada, Teliana, de 23 anos, é quem tem os melhores resultados. Foi campeã do Challenger de Denain, na França, e do Future de Metepec, no México. Vivian, de 22 anos, disputou duas finais - no Challenger de Itaparica e no Future de Ribeirão Preto -, mas foi vice nos dois torneios. Já Ana Clara, de 21, optou por disputar torneios maiores do circuito feminino e alcançou duas oitavas de final, em Praga, na República Tcheca, e em Reggio Emilia, na Itália.

Ainda não está definido quem formará a dupla, mas é provável que Teliana seja escolhida pelo retrospecto. As recentes medalhas do tênis feminino em Pan vieram das duplas. Além do bronze no Rio, foram dois ouros seguidos com Joana Cortez/Bruna Colósio, em Santo Domingo-2003, e Joana Cortez/Vanessa Menga, em Winnipeg-1999. Na edição de Mar del Plata-1995, Andrea Vieira e Luciana Tella foram bronze. Quatro anos antes, em Havana, Andrea Vieira foi prata em parceria com Cláudia Chabalgoti.

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A última medalha individual foi de Gisele Miró - ouro nos Jogos de Indianápolis, em 1987. Assim como o jejum nas simples em Pan, desde 1989, quando Andrea Vieira alcançou a 76ª posição no ranking, o Brasil não tem uma tenista entre as top 100. Nos últimos anos, a maior reclamação era a falta de torneios no Brasil. Na transição do juvenil para o profissional, era comum as meninas desistirem do esporte pela dificuldade de bancar viagens para fora, onde, sozinhas, tinham de lutar por títulos e buscar pontos para melhorar no ranking. Se em 2008, por exemplo, o Brasil recebeu apenas oito torneios das séries Challenger e Future, em 2011 esse número passou para 19.

É provável que ainda demore para uma nova Maria Esther Bueno, dona de 19 títulos de Grand Slams, aparecer, mas a perspectiva para os próximos anos é positiva. Em Guadalajara, nas quadras no Complexo Telcel, já será possível ver se o tênis feminino tem potencial para criar novos bons capítulos em sua história.

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