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Handebol brasileiro sobra no México por preciosa vaga olímpica

Seleções só enxergam Argentina como rival à altura no único esporte coletivo no Pan que rende classificação aos Jogos de Londres

Marcel Rizzo e Vicente Seda, enviados iG a Guadalajara |

Das 46 modalidades esportivas existentes no programa do Pan de Guadalajara (incluindo subdivisões), 37 também são olímpicas e 16 delas (44%) darão vaga direta ou ajudarão os atletas a trilhar o caminho rumo às Olimpíadas, no ano que vem. Destas, a única coletiva é o handebol. Mesmo em um torneio que não serve para medir o nível das seleções masculina e feminina em relação ao resto do mundo, pois o esporte ainda engatinha nas Américas, a passagem para Londres é mais do que suficiente para que os os jogadores nacionais não brinquem em serviço, como foi o caso das mulheres, que não tomaram conhecimento dos Estados Unidos neste sábado, vencendo por 50 a 10.

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Bicampeão no Pan de Santo Domingo (2003) e do Rio (2007), Tupan, ponta direita da seleção masculina, que estreia neste domingo, contra o Canadá, só enxerga um rival para o Brasil em Guadalajara, justamente a Argentina, mesma adversária que preocupa a seleção feminina. Mas nem por isso ele se mostra desmotivado para o torneio. Pelo contrario. Quer, o quanto antes, carimbar o passaporte para a Inglaterra.

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“Acredito que sim, temos reais chances de conquistar o tri. A Argentina é o principal rival, acredito que faremos a final contra eles. Será decidido em detalhes. Estamos desde o início do ano como seleção permanente e a maioria dos atletas deles estão jogando na Europa. Nos últimos confrontos a Argentina venceu. Acho que foi diferença de período na temporada, a gente no final, eles no meio. É um jogo muito físico e isso faz muita diferença”, disse Tupan que, apesar de ressaltar a importância do Pan, o faz usando os Jogos de 2016 como motivo.

“Sabemos que ganhar o Pan não significa somente garantir vaga nas Olimpíadas. É mais do que isso; representa a continuidade e o fortalecimento doprojeto do handebol brasileiro que está sendo desenvolvido para 2016 “, completou.

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Indagado se a competição em Guadalajara poderia servir como termômetro para Londres, se apressou em negar. “Não, para o handebol ainda é uma competição muito fraca. Brasil, Argentina e só. As outras equipes são muito inferiores tecnicamente. O Pan vale vaga para a Olimpíada, mas não serve de termômetro para medir nível mundial. Qualquer equipe européia é muito forte”, analisou.

Jesús Espinosa/EFE
A Argentina é considerada a única grande rival do Brasil pela vaga olímpica
Entre as meninas, a relação com a Argentina é oposta. Entre as 15 brasileiras que estão na seleção, 13 jogam na Europa e a preocupação com as “hermanas” é justamente pelo fato de jogarem juntas durante toda a temporada, como seleção permanente, como explicou a goleira Chana Souza. “O nível do handebol nas Américas ainda é muito inferior. Temos diversas jogadoras atuando na Europa, mas a Argentina é uma adversária complicada, pela rivalidade e pelo entrosamento, pois jogam juntas o ano inteiro e nós, não”.

Eduarda Amorim, armadora, destacou a qualidade do elenco do Brasil, que, apesar do revezamento de jogadoras, não deixou a bola cair contra as americanas no sábado. “O nível da nossa equipe é muito bom, dá para notar que mesmo com o revezamento das jogadoras, o nível não cai, e isso é fundamental”. Diante de um placar tão avassalador na estreia, Alexandra Nascimento deu o tom da disputa no Pan-Americano. “Com esse resultado logo no primeiro jogo, fica até difícil dizer que não estaremos na final.”

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