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Ginástica trampolim quer ser respeitada como suas "irmãs" famosas

Esporte da cama elástica, que ainda não é conhecido como a artística e a rítmica, estreia nesta segunda no Pan

Ana Carolina Cordovano, especial para o IG, de São Paulo |

Divulgação
Ginasta Daienne Lima representará o Brasil no trampolim
A ginástica trampolim, popularmente conhecida como cama elástica ou pula-pula, estreia nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara na noite desta segunda-feira, às 20h15 de Brasília. Menos conhecido do que a ginástica artística  e a rítmica, o esporte ainda precisa conquistar admiradores.

Veja como foi a conquista da medalha de ouro no conjunto da GRD

Mesmo para quem costuma pular na cama elástica nas festinhas de aniversário, não dá para achar que ginástica trampolim é também uma brincadeira. É preciso muita coragem e técnica para fazer acrobacias numa altura que pode chegar a oito metros. Os tombos são comuns. "Uma vez caí fora da cama e machuquei os dois tornozelos", conta o brasileiro Carlos Ramirez, quinto colocado no Pan do Rio-2007 e que estará em Guadalajara.

O outro brasileiro na competição é Rafael Andrade. Seus principais adversários são o canadense Jason Burnett, 20º colocado no ranking mundial, e o norte-americano Steven Gluckstein, 26º.

No feminino, a brasileira Giovanna Bastos, surpresa no Rio-2007 ao conquistar a medalha de bronze, mais uma vez reconhece que sua briga é mesmo por essa posição. As favoritas são as canadenses Karen Cockburn, dona de duas pratas e um bronze em Olimpíadas, e Rosannagh Maclennan, bronze no Mundial de Metz/França, em 2010. "Elas estão muito na frente", reconhece. A outra brasileira na prova é Daienne Lima.

Com suas conquistas, Cockburn foi responsável pela popularização do trampolim no Canadá. No Brasil, muita gente nem sabe que pular na cama elástica é um esporte. "Ainda treinamos em aparelhos muito ruins, que são muito inferiores ao que encontramos nas competições", conta Giovanna.

Primo pobre da ginástica no Brasil, o trampolim vem ganhando mais apoio e, consequentemente, os resultados apareceram. Neste ano, na etapa de Tóquio, no Japão, da Copa do Mundo, Giovanna foi bronze e Ramirez ficou na sexta colocação. O sonho é disputar uma Olimpíada.

O primeiro passo para chegar perto da realização desse sonho será dado em novembro, no Mundial de Birmingham, na Inglaterra. O objetivo é terminar entre a nona e a 24ª colocação, garantindo vaga num evento-teste em janeiro, quando mais oito vagas estarão em jogo. "Não fui a Pequim por um décimo. Acho que dessa vez vai dar", aposta Ramirez.

O trampolim esteve no programa dos Jogos Pan-Americanos nas três primeiras edições, mas como prova da ginástica artística. Depois, foi excluído, e só voltou em 2007, no Rio. Em Olimpíadas já são três participações, desde 2000, em Sydney.

 

 

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