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Ginasta espera buscar medalha que não veio no Rio

Carlos Ramirez falhou em 2007, mas acredita que dessa vez, mais experiente, pode subir no pódio

Ana Carolina Cordovano, especial para o iG, em São Paulo |

Animado com o maior apoio que a ginástica de trampolim vem recebendo da CBG (Confederação Brasileira de Ginástica), o carioca Carlos Ramirez acredita que pode alcançar, nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, um resultado melhor do que o quinto lugar do Rio-2007.

Depois de 48 anos fora do programa do Pan, o trampolim reestreou nos Jogos do Rio. A expectativa da CBG era de medalha no masculino, afinal a entidade havia criado a seleção permanente da modalidade, em Curitiba, nos mesmos moldes das seleções de ginástica artística. A medalha acabou vindo no feminino, com o bronze de Giovanna Bastos, que treinava sozinha no Rio. Além do quinto lugar de Ramirez, Rafael Andrade foi oitavo colocado.

Ao final do Pan do Rio, a CBG desfez a seleção permanente. Desde então, Ramirez e Rafael se juntaram à Giovanna e treinam no Núcleo de Ginástica Tatiana Figueiredo, no Rio. Para Ramirez, a seleção permanente não deu certo porque os ginastas pouco viajavam para competições internacionais. "Em três anos em Curitiba, fizemos umas três viagens. Já com a Luciene (Luciene Resende, que assumiu a CBG em 2009) competimos umas cinco vezes fora, e os resultados estão aparecendo", contou Ramirez.

Luciene assumiu a CBG no lugar de Vicélia Florenzano, que ficou 18 anos à frente da entidade. Os resultados da ginástica na gestão de Vicélia são incontestáveis. Três medalhas de ouro em Mundiais de ginástica artística (Daiane dos Santos e duas vezes Diego Hypólito), participação com equipe em Olimpíadas, o que, consequentemente, colocou a ginástica do Brasil em um outro patamar. Mas, para o trampolim, que chega a ser menos conhecido do que a ginástica rítmica (GRD), esse progresso ainda está longe.

A temporada 2010 tem sido boa. Em julho, na etapa de Tóquio, no Japão, Giovanna conquistou a medalha de bronze e Ramirez foi sexto colocado, seu melhor resultado em uma competição desse porte. "Estou mais experiente e me sinto mais preparado", diz. O Pan será um bom termômetro de avaliação. Em novembro, em Birmingham, na Inglaterra, haverá o Mundial da modalidade, valendo vaga nas Olimpíadas de Londres-2012. Ramirez está otimista de que, dessa vez, vai carimbar o passaporte. Um décimo o separou da vaga para os Jogos de Pequim-2008. "Por tudo o que temos feito acho que temos chances de nos classificarmos", opinou. No Mundial, apenas os oito finalistas garantem a vaga. Porém, quem ficar do nono ao 24º lugar vai brigar por oito vagas em janeiro. A chance dos brasileiros é estar neste grupo e aí, sim, brigar por vagas.

Aos 26 anos, Ramirez projeta competir até 2016, quando sua cidade natal vai receber uma Olimpíada. Formado em Educação Física, o ginasta decidiu estudar Teologia. "Quis ampliar meus conhecimentos sobre religião e isso acabou me ajudando também na ginástica. Me sinto mais tranquilo, com um controle melhor", contou. O trampolim exige extrema concentração. Um pequeno desequilíbrio tira o ginasta do centro do aparelho, e pode acabar com sua apresentação. Diferente da ginástica que, mesmo após uma queda, o ginasta pode levantar e continuar sua série, no trampolim, se uma falha acontecer, a apresentação é encerrada. No Rio-2007, foi um pisão no colchão que tirou a medalha de Ramirez. Em 2011, mais experiente e centrado, ele espera que isso não volte a acontecer.

 

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