Publicidade
Publicidade - Super banner
Pan
enhanced by Google
 

Fanático por futebol, Márcio Vieira é a experiência do boliche

Aos 58 anos, o atleta não pensa em aposentadoria e brinca dizendo que está mais para Fred Flintstone do que para Homer Simpson

Aretha Martins, iG São Paulo |

Divulgação
Márcio Vieira hoje é jogador, mas já foi técnico e dirigente no boliche
Primeiro, as quadras de futebol de salão. Depois, uma lesão grave na coluna. No final, as pistas de boliche. Esse foi o caminho de Márcio Vieira, que, aos 58 anos, é o mais experiente jogador da equipe de boliche do Brasil que disputa os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara a partir do dia 24 de outubro.

Fanático por futebol e vascaíno, Vieira conheceu o boliche por causa de um “problema” em seu time no torneio da empresa. “Tínhamos um campeonato, e o nosso goleiro, que era bem bom, sempre faltava às segundas-feiras. Depois descobri que ele faltava para jogar boliche. Um dia fui com ele e vi que tinha competição”, conta o atleta, que começou a praticar o novo esporte em 1977, aos 24 anos. “Passei a jogar, já que, depois desse campeonato, não tinha programas às segundas. Fiquei com as peladas às quartas e sábados e ia às segundas e quintas para o boliche."

Depois de 34 anos no esporte, Márcio Vieira ainda brinca: “Pela idade, estou mais para Fred Flintstone do que para Homer Simpson.”

Mas Vieira não abandonou o futebol com facilidade. Ele conciliou os esportes por um bom tempo, até os 39 anos. Depois de uma lesão na coluna, o boliche falou mais alto. “Em 2001, eu travei durante um arremesso e esmaguei um disco da coluna. Parei com o futebol e não operei para não ter que parar com o boliche, mas usei uma cinta protetora até 2007. Só me recuperei com fisioterapia e ginástica, muito abdonimal”.

Veja o calendário completo do Pan 2011

O que pesou na escolha do boliche também foi o futuro no esporte. “Fui para uma competição no exterior com Valter Costa, um atleta mineiro. Ele jogou e eu vi que o nível da competição me permitiria continuar na disputa, enquanto no futebol eu já estava apenas na pelada. Com 25 ou 26 anos, eu percebi que poderia começar em um esporte e ainda ter nível de seleção brasileira”, explica.

Depois de virar apenas torcedor do Vasco, Márcio Vieira faturou o título carioca em 1985 - o primeiro dos que, até hoje, já são 18. Além disso, fundou e foi presidente da Federação Carioca e da Confederação Brasileira de Boliche. “Cumpri um mandato nas duas. Mas meu negócio é mesmo jogar”.

Márcio Vieira também é experiente em Pan-Americanos. Ele participou como jogador em Havana-91 e Winnipeg-99. Também foi técnico em Mar Del Plata-95 e no Rio-07, quando levou a prata, primeira medalha do Brasil nos Jogos, no comando da dupla Fábio Rezende e Rodrigo Hermes. Ficou fora de Santo Domingo-03 porque uma bola caiu em seu pé e quebrou seu dedão. Agora, em 2011, volta como jogador, realista quanto às chances do Brasil. “No individual será mais complicado, mas vejo chances nas duplas”, diz Vieira, que jogará ao lado de Marcelo Suartz, de 24 anos, e o melhor jogador da liga universitária dos Estados Unidos em 2010.

Veja como está o Brasil no quadro de medalhas do Pan 2011

Aos 58 anos, Márcio Vieira nem pensa em parar. “Eu gosto muito de jogar boliche. Vou seguir até conseguir pontos para estar na seleção. Depois, vou tentar seguir na seleção carioca. E ainda posso retomar a carreira de técnico”, afirma. No boliche, quem faz mais pontos nos torneios tem vaga nas seleções. “Não é como no futebol, em que o Felipão não convocou o Romário em 2002 porque não quis. Aqui eu teria o meu lugar pelos meus pontos”, fala.

“Quase na terceira idade”, como ele define, a prática do boliche e as atividades físicas fazem bem à sua saúde. “Eu estou com uma fascite plantar e ainda sinto dores na coluna em alguns momentos. Quando acordo, tenho que fazer alongamento. Mas, quanto mais eu jogo, menos dor eu sinto. Quando você vive no sedentarismo, não faz abdominais. E, quando eu não faço, sinto mais dor."

Márcio Vieira embarca para o México no final de semana e, até lá, se divide entre três atividades: “Treino duas horas com bola por dia, trabalho na firma de engenharia e babo na minha neta, que nasceu há uma semana. Quando chegar ao México, até quero ter outros problemas, mas com os adversários. Nada de problema físico”.

Veja quem são os destaques do boliche no Pan 2011:


 

Leia tudo sobre: pan 2011brasilbolichemárcio vieira

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG