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Pugilista diz que prata em 2007 está engasgada, sonha em ser como Popó e avisa que não se contentará com menos do que o ouro

Um massacre. Não há como descrever de outra forma o combate entre Everton Lopes e Antonio Ortiz , de Porto Rico. Se o brasileiro chegou a brincar com o adversário, mostrando gingado com uma espécie de dança no ringue, quando ultrapassou as cordas mostrou que não está para brincadeira. Nem um pouco satisfeito com a já garantida medalha de bronze, muito menos com a prata que conquistou no Pan do Rio, em 2007, ele quer fazer o Brasil vibrar como fez Acelino Popó Freitas, que fará sua despedida no dia 10 de dezembro. O brasileiro foi aclamado pela torcida ao deixar o ringue.

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Nascido em berço esplêndido da luta brasileira, a Bahia, ele venceu o porto-riquenho por 17 a 5, em dois rounds, já que no terceiro o adversário abandonou a luta. Sobre a dança no ringue, afirmou que não se trata de provocação, mas de técnica para desconcentrar o oponente: “É o gingado do baiano. Acho que ele (Ortiz) sentiu um pouco a altitude também. Tenho de me preparar agora. A nossa equipe está bem focada no campeonato. Pedi a Deus para iluminar todos nós. Acredito que estou bem para buscar o ouro. Nunca estou satisfeito, só quando ouvir o hino do Brasil”, avisa.

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Campeão Mundial de Boxe amador este ano , Everton reconhece ser um ano especial. Fã de Washington Silva, que disputou as Olimpíadas de Pequim, contou que foi através do pugilista que começou a praticar o boxe. “A minha mãe na época falou que eu era louco, mas hoje me dá todo o apoio”.

Como Popó, ele quer fazer o Brasil saber seu nome e vibrar com seus golpes. “Quero ser como o Popó. É um ídolo, que me fazia vibrar, que fez o Brasil vibrar. Tomara que um dia o Brasil vibre comigo também”.

Sobre a prata no Rio, em 2007, ele diz que até hoje “está engasgada”. “Lutei no Rio com 18 anos e peguei um cubano muito experiente na final. A gente vai aprendendo, mas aquela medalha ficou engasgada. Quero o ouro. Estou num ritmo forte. Vou fazer tudo para conseguir”.

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