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Cuba oferece ajuda para incluir brasileiros na pelota basca

Esporte é desconhecido no Brasil, que não tem representantes no Pan, mas se mostra popular nos Jogos de Guadalajara

Vicente Seda, enviado iG a Guadalajara |

Vicente Seda/iG
Lazaro Mendonza, presidente da Federação Cubana de Pelota Basca
No Brasil, colocar “ pelota basca ” e “popular” numa mesma frase não é uma tarefa exatamente fácil. Aliás, colocar só “pelota basca” já é difícil o bastante: muita gente nem sabe do que se trata essa modalidade criada na Idade Média e que começou a conquistar adeptos no México por volta da década de 1940 - até o ponto em que acabou proibida, por causa das apostas que acompanhavam todas as disputas do esporte.

Leia também: De volta ao Pan, pelota basca começa sem brasileiros na disputa

Mas em outros recantos pan-americanos, não foi assim. Em Cuba, por exemplo, não há apostas, tampouco número expressivo de descendentes das regiões bascas da Europa. Mas o presidente da Federação Cubana de Pelota Basca, Lazaro Ricardo Mendoza Simón, contou ao iG que a modalidade é bastante popular no país, que participa de em um movimento para fazê-la se tornar olímpica. A pelota basca fez parte da programação dos Jogos de Paris, em 1900, e depois só foi constar no principal evento esportivo do mundo como exibição, em 1968, na Cidade do México, e 1992, em Barcelona.

Confira o calendário dos Jogos Pan-Americanos

“No nosso país temos uma organização de federações municipais, nas 15 províncias, e realizamos torneios. Temos um complexo desportivo que foi construído por causa do Pan em 1991. Temos uma estrutura bem feita para os atletas de alto rendimento e uma seleção permanente. No geral, não há muitos descendentes bascos em Cuba. Mas estamos conseguindo medalhas em quase todos os campeonatos”, afirma.

O dirigente colocou a Federação Cubana à disposição do Brasil para o desenvolvimento do esporte, caso haja interesse. O COB (Comitê Olímpico Brasileiro), contudo, vem demonstrando vontade de concentrar esforços apenas em modalidades olímpicas, de olho nos Jogos de 2016.

Veja como está o quadro de medalhas do Pan

“O Brasil, com o potencial que tem para o esporte e a economia que tem hoje, pode pedir cooperação internacional para iniciar o desenvolvimento da pelota basca. Estamos abertos a ajudar”, diz Mendoza Simón. “Nos últimos anos, o esporte tem crescido. Acho que é importante que o Brasil se una a essa gama de países que já colabora com o esporte no continente. Penso que voltará a ser um esporte olímpico, vários países estão trabalhando para isso.”

Existem 14 modalidades da pelota basca, que variam de acordo com o tipo de raquete ou bola utilizadas, o tamanho da quadra, ou mesmo a especialidade em que os atletas rebatem a pelota com as mãos. A vertente mais curiosa do esporte, contudo, ficou fora do Pan de Guadalajara: a “jai alai”, ou “cesta punta”, jogada com um instrumento de madeira fixado como uma extensão do braço do atleta , que impulsiona a pelota em velocidade de até 300 km/h. Em todos os tipos de jogo de pelota basca, o objetivo é rebater antes que a bola toque duas vezes o solo. A Federação Internacional de Pelota Basca (FIPV, na sigla em espanhol) divide o esporte em quatro grandes áreas: trinquete, frontón 36 metros, frontón 30 metros e frontón 54 metros.

O torcedor mexicano Fernando Rodriguez acabou se tornando praticante do esporte há cinco anos. “Há muitos mexicanos que jogam, especialmente aqui em Guadalajara. Há muitos torneios internos com mexicanos e um nacional. Gosto mais do frontenis (modalidade disputada com raquete de tênis). O meu pai joga, eu ficava vendo e comecei a gostar. É um bom exercício. Aqui também não se aposta, é proibido”.

O atleta chileno Esteban Alejandro, de apenas 15 anos, acredita que a falta de divulgação é o principal fator que impede o crescimento e a popularização do esporte. “O esporte não é tão popular, mas é bastante praticado no Chile. Na minha família, é uma tradição. Acho que tem de ter mais divulgação: é um esporte bonito de se ver”.

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