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Confusão com touca tira e devolve ouro de brasileiro na natação

Brasileiro sai da piscina como campeão e é desqualificado em seguida pelos juízes da prova. Minutos depois tem sua causa revista

iG São Paulo |

Vipcomm
Leonardo de Deus compete nos 200 m borboleta com a touca que gerou polêmica entre os juizes da prova

O brasileiro Leonardo de Deus nadou mais rápido nos 200 m borboletas de Guadalajara , ganhou ouro, mas viveu minutos de tensão até ter sua medalha confirmada. Os juízes da prova alegaram que o atleta brasileiro usou um patrocínio ilegal em sua touca, tiraram a medalha do nadador, passaram ao segundo colocado e depois de muita confusão devolveram ao brasileiro. A prata ficou com o americano Daniel Lawrence e o bronze com o também brasileiro  Kaio Márcio .

Veja também: Thiago Pereira passa por 'prova de fogo' e fatura 3º ouro no Pan

Leonardo de Deus completou a prova em 1min57s92, contra 1min58s52 de Lawrence e 1min58s78 de Kaio Márcio. Este ao menos manteve o recorde pan-americano da prova. Márcio foi ouro no Rio 2007 com o tempo de 1min55s45. O recorde mundial é da lenda norte-americana Michael Phelps, com 1min51s51 estabelecidos no Mundial da Itália, em 2009.

  Formato do patrocínio era dúvida

O regulamento dos Jogos Pan-Americanos sobre temas comerciais segue as orientações da confederação internacional da modalidade, no caso a Fina (Federação Internacional de Natação).

Veja também: Patrocinador na touca de Leonardo de Deus é parceiro da Fina

A entidade permite em suas regras para competições internacionais a exposição de patrocínio no material do atleta desde que a marca seja sua parceira. A Yakult, bebida cujo logomarca na touca do brasileiro causou a polêmica com a organização do Pan, se encaixa nessa situação.

As diretrizes da Fina também permitem na touca o logotipo do fabricante desde que ocupe um espaço de no máximo 20 centímetros quadrados. No caso do patrocinador, esse tamanho pode ser definido caso a caso, desde que a empresa seja parceira da Fina.

Informações sobre o país do atleta, como nome e bandeira, podem ocupar 32 centímetros quadrados da touca. O nome do atleta deve ocupar até 20 centímetro quadrados e estar do mesmo lado da bandeira do país.

Na verdade, a touca da polêmica foi a mesma utilizada pelo nadador para superar o norte-americano Michael Phelps nas eliminatórias do Mundial. Leonardo quis usar o mesmo equipamento na final do Pan para "dar sorte".

Reuters
Na prova classificatória Leonardo de Deus competiu com a touca sem o patrocínio

 
Culpa da organização

Leonardo de Deus não hesitou em apontar os inspetores da sala de controle da prova como culpadospela confusão. "Os responsáveis pela inspeção dos atletas antes de irmos para a prova, observaram minha touca, o traje de nadar e não falaram nada, autorizaram minha ida à piscina. Num Mundial, numa Olimpíada, é responsabilidade deles observar isso", disse Leonardo à TV Record.

"Imagina você conquistar algo por direito e alguém tirar por irresponsabilidade. Passou um monte de coisas na minha cabeça, todo treinamento, toda dedicação. Todos da delegação que estavam por ali ficaram comigo e diziam para ter calma. Me chamavam de campeão pan-americano e que isso não iria mudar", completou.

Thiago Pereira foi outro brasileiro a conquistar ouro na sequência - conquistou os 100 m costas. Ao sair da piscina comentou o caso do amigo: "Os caras estão totalmente desorganizados. Também vieram falar da minha touca hoje, mas eu disse: ‘Meu filho, já nadei quatro vezes com esse touca'

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