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Com popularidade cíclica, caratê aposta em Pan e ídolo de MMA

Modalidade, que tem Lyoto Machida como trunfo, também sonha com Olimpíadas para reter o sucesso que atinge apenas de 4 em 4 anos

Marcel Rizzo e Vicente Seda, enviados iG a Guadalajara |

Se Chuck Norris e Dolph Lundgren já passaram do ponto no caratê e até o “Karate Kid” virou filme de kung fu, os atuais representantes brasileiros dessa arte marcial no Pan de Guadalajara exaltam o surgimento de Lyoto Machida como ídolo do MMA (Artes Marciais Misturadas, na sigla em inglês) para segurar e impulsionar a popularidade do esporte. Os resultados em competições internacionais também pesam nesta balança, mas a modalidade só deixará de ter uma popularidade cíclica, como explicou o técnico Rodrigo Terra, quando efetivamente entrar no programa olímpico.

Confira o calendário completo da reta final do Pan-Americano

Terra, treinador de Wellington Barbosa, bronze neste Pan, avalia que outros países, como a Venezuela, já estão à frente do Brasil no que diz respeito a número de praticantes e investimento no esporte. De acordo com o presidente da Confederação Brasileira de Karate (CBK), Edgar Ferraz de Oliveira, há hoje no Brasil 1,5 milhão de caratecas, sendo 50 mil federados.

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“A popularidade é cíclica, a gente percebe isso. É um ciclo de quatro anos, em especial no momento da nossa participação no Pan, que é sempre de grande sucesso, nos últimos Jogos tivemos dois ouros. E também às vezes no meio desse ciclo aparece um fato extraordinário, como o Lyoto, que levanta também a popularidade do caratê. Sem dúvida a gente percebe que falta o esporte entrar no programa olímpico para alcançarmos outro patamar que alguns países já alcançaram”, analisou o técnico.

Para Terra, é o melhor momento do esporte no Brasil. “Temos confiança especialmente porque no Brasil o caratê é muito forte do ponto de vista de resultados. Tanto é verdade que temos um campeão mundial, Douglas Brose. Com o crescimento do MMA, o Lyoto faz também com que as pessoas comentem sobre o caratê, e isso é importante. Por isso digo que é o melhor momento do esporte.”

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Edgar, por sua vez, ressalta que nenhuma modalidade sobrevive sem ídolos e espera que o caratê seja incluído no programa olímpico para 2020. Seria, na opinião do presidente, um fator decisivo para levantar, e manter, a popularidade do esporte.

“Qualquer modalidade esportiva, para atrair, para ser de massa, precisa de ídolos. Uma coisa eu digo: o caratê hoje está pronto para entrar nos Jogos Olímpicos. O caratê bem praticado é um espetáculo bonito de se ver. Agora, as Olimpíadas estão inchadas. Para uma modalidade entrar, outra tem de sair. E o COI (Comitê Olímpico Internacional) administra isso através de votação. Em 2013, haverá uma reunião na Argentina que poderá decidir.”

Confira o quadro de medalhas atualizado do Pan

Treinador de Jeanis Colzani, Oclides Nardes destaca a importância do Pan neste processo. “Disputar o Pan já é uma grande vitrine, isso já ajuda bastante na popularidade do caratê e se conseguirmos resultados expressivos aqui, isso colocará o esporte ainda mais em evidência”. A sua “pupila”, Jeanis, não se atreve a discordar. “É mais um fator político, porque praticantes nós temos muitos. Seriedade e profissionalismo também já temos, então acho que só falta isso (entrar nas Olimpíadas). Essas são as nossas olimpíadas e estamos fazendo nosso trabalho com a imagem do caratê, buscando resultados.”

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