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Com festa limitada, Diego projeta melhora por sonho olímpico

Ginasta será porta-bandeira na cerimônia de encerramento do Pan, mas acha que tem que dificultar execuções para Londres

Marcel Rizzo, enviado iG a Guadalajara |

Jefferson Bernardes/VIPCOMM
Diego Hypólito faz a entrada no cavalo para executar o seu salto
Três ouros no Pan-Americano de Guadalajara e Diego Hypólito está feliz da vida, mas por tempo determinado - ele acha que tem pouco tempo para comemorar. O sonho de uma medalha olímpica faz com que o ginasta, que faturou nesta sexta-feira a medalha dourada no salto (já tinha conquistado no solo e por equipes), seja rigoroso mesmo após uma conquista.

Leia mais: Daniele é bronze na trave e no solo

“Se eu quiser uma medalha, vou ter de aumentar a dificuldade de execução, tanto no solo quanto no salto. Eu quero essa medalha olímpica depois de tudo que passei“, disse Diego, que já tem vaga assegurada no solo por ter ficado com o bronze no Mundial, disputado em outubro na cidade de Tóquio, no Japão. Além dele, Arthur Zanetti, prata nas argolas, também está classificado. Para se garantir em Londres também no salto, Diego terá que passar pelo pré-olímpico de janeiro. Na ocasião, os meninos também vão buscar a inédita vaga por equipes nos Jogos.

Veja como está o quadro de medalhas

Na única Olimpíada que disputou, em 2008 em Pequim, o ginasta de 25 anos ficou apenas na sexta colocação no solo, sua especialidade. Favorito ao ouro, Diego falhou na apresentação, tombando no chão. Passados os Jogos de Pequim, Diego sofreu com contusões. “Tive problemas de lesão, tive que recomeçar do zero. E só com a ajuda da família e do COB (Comitê Olímpico Brasileiro) pude me recuperar. Sou simples, de família pobre, então a ginástica é minha vida porque fez o que sou hoje”, disse.

Foram duas cirurgias no pé esquerdo, machucado por causa do impacto que o atleta faz quando sai dos equipamentos - teve que reconstruir ligamentos do tornozelo. Dor, trabalho e a recompensa com a medalha de bronze no Mundial de Tóquio e com a quebra de recorde de ouros de um ginasta em um mesmo Pan, os três conquistados no México.

Maurren Maggi fala do tricampeonato no seu blog

“E ainda recebo essa notícia que serei o porta-bandeiras na cerimônia de encerramento. Têm grandes atletas ganhando medalhas aqui, o Leandro (Guilheiro) e o (Tiago) Camilo (ambos do judô) e fui escolhido. Feliz da vida, agora quero voltar para o Rio, sair com os amigos, e depois retomar os treinos com foco total na Olimpíada”, disse.

Final do salto

Na final desta sexta, Diego fez saltos melhores do que no primeiro dia da competição, que classificava para a final dos aparelhos. Mesmo assim achou que poderia ter perdido do chileno Tomás González, o medalhista de prata. Um dos saltos do rival foi o melhor do dia, mas no segundo ele caiu.

“Ele saltou melhor mesmo, mas teve a falha no outro. Não torço para que os outros caiam, todos brigam muito, se dedicam muito. A ginástica é um esporte em que você sofre muito, falta dinheiro, falta um monte de coisa. Mas consegui mais essa”.

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