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Com análise de foto, Brasil fica com ouro nos 1.500 m

Em chegada apertada, brasileiro que liderava a prova quase foi superado por equatoriano que arrancou forte no final da disputa

Marcel Rizzo, enviado iG a Guadalajara |

AP
Leandro Oliveira ficou com o ouro nos 1500 m em chegada apertada contra rival equatoriano
Numa decisão para lá de duvidosa, o brasileiro Leandro Prates acabou ficando com a medalha de ouro nos 1.500 metros nos Jogos Pan-Americanos. Ele e o equatoriano Byron Efren Piedra chegaram absolutamente juntos e o resultado final teve de ser aguardado por alguns minutos até que as imagens da chegada fossem analisadas pelos comissários do Pan. No final da verificação, veio a confirmação em favor do brasileiro. O venezuelano Eduar Villanueva ficou com o bronze.

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Depois do alívio da tensão pela espera do resultado, o brasileiro desabafou falando sobre as dificuldades que venceu ao longo da carreira. "São dez anos de luta, dez anos de corrida de rua, até aqui a pista no Pan-Americano. Tive a base na pista. Levei tudo na raça. Não tenho talento, tenho dedicação. São 10% de talento e 90% de entrega. Preciso treinar o dobro, querer mais que todo mundo. Agora sou campeão sul-americano, pan-americano, ibero americano e brasileiro", disse Prates.

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Piedra chegou a ser anunciado pelo autofalante do estádio Telmex como vencedor e até desfilou acenando para o público. Pior para ele que teve de lidar com o constrangimento depois da análise mais criteriosa da chegada. Enquanto isso, Prates dava entrevista como vice-campeão. Não demorou muito para que ele pudesse desabafar como o campeão de fato.

Polícia Militar

O brasileiro terá poucos dias para comemorar o ouro que ganhou. Segunda-feira já estará na guarda do quartel. O policial militar, de 30 anos, nascido em Vitória de Conquista, mas que trabalha hoje em São Paulo, quase perdeu o ouro por causa de um problema que tem na chegada das provas: olhar para trás procurando o adversário.

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“É algo que sempre me atrapalhou, mas que hoje procurei fazer menos. Perdia a velocidade olhando para trás, procurando o adversário. Hoje só fiz isso quase na linha de chegada, acho”, admitiu o atleta. Na verdade, ele olhou para trás nos 30 metros finais e viu o equatoriano se aproximar, se aproximar e a vitória chegou apenas “por um nariz”.

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“Não tenho tanta velocidade quanto outros corredores, por isso estamos até avaliando mudar para os 5 mil metros, já no ano que vem”, revelou o brasileiro. Na polícia, Prates já trabalhou como telefonista das ligações do 190, o número de emergência. De noite atendia casos de roubos, assassinatos, entre outros. Dormia até o meio-dia e depois treinava na parte da tarde.

Confira o quadro completo de medalhas do Pan

Hoje o soldado faz a guarda do quartel, que fica na zona leste de São Paulo. “O pessoal deve ter assistido à transmissão, tinha avisado a todos o horário. Ficarão felizes pela vitória, foi emocionante demais”, disse o meio-fundista.

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