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Cielo minimiza problemas no Pan e exalta nova geração brasileira

Nadador brasileiro também afirmou que 'chegará na melhor forma da vida' para as Olimpíadas de Londres

Renan Rodrigues, iG Rio de Janeiro |

Ouro retirado e depois devolvido para Leonardo de Deus nos 200m borboleta, cronômetro que marcava o tempo errado nas eliminatórias, falta de estrutura na Vila Pan-Americana. Nenhum destes problemas foi mais importante para Cesar Cielo que os resultados obtidos pela nova geração da natação brasileira nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara.

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Recebido pela presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, nesta quarta-feira, na sede da Gávea, ao lado dos outros nadadores do clube carioca, Leonardo de Deus (ouro nos 200 m borboleta e prata no 4x200 m livre), Henrique Rodrigues (bronze nos 200 m medley) e Joanna Maranhão (prata nos 400 m medley e nos 4x200 m livre, bronze nos 400 m livre e nos 200 m medley), Cielo, que conseguiu quatro medalhas de ouro (50 m e os 100 m livre, e com os revezamentos 4x100 m livre e 4x100 m medley) destacou que a união da equipe foi diferente do que costumava acontecer em outras competições da modalidade.

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"Problemas a gente sempre encontra na competição, mas dessa vez foram dificuldades mais bobas mesmo. Acho que o staff soube conduzir bem a equipe durante todo tempo. Também ajudou o período de treinos em San Luis Potosí, aumentou muito a união da equipe, o foco sempre nas provas. Foi uma das poucas competições que a gente tinha atletas na arquibancada torcendo até o último dia. E se tinha problema para a gente, tinha para todo mundo. Tentamos pensar o mínimo possível para que não influenciasse a gente", disse Cesar Cielo.

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Com dez medalhas de ouro, oito de prata e seis de bronze, o Brasil cravou sua melhor participação na natação em Jogos Pan-Americanos, superando 2007, quando ficou com uma prata a menos. Para Cielo, o resultado é fruto de um amadurecimento na transição das gerações, após anos com resultados pouco expressivos desde a aposentadoria de Gustavo Borges e Fernando Scherer.

"Acho que o primeiro passo foi em 2007, passamos vários anos com resultados pobres em termos internacionais. No Pan-Americano do Rio, quando o Thiago Pereira ganhou todas aquelas medalhas, atraiu de novo a mídia para o esporte. A geração inteira era muito nova, tanto que essa turma deve ir até 2016 tranquilamente. Com os eventos esportivos no Brasil, os investimentos começaram a aumentar também e o pessoal está começando a acreditar, entender que pode ser atleta de natação com um salário digno, se dedicar ao esporte", declarou o nadador do Flamengo.

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Renan Rodrigues
Nadadores do Flamengo exibem medalhas conquistadas nos Jogos Pan-Americano

Agora, com 15 dias de férias, Cielo quer relaxar a cabeça e o corpo. O nadador não deve competir mais nesta temporada e já começa a pensar no planejamento para as Olimpíadas de Londres, em 2012. Cielo diz que fará o período de treinamentos mais intenso da carreira para chegar na melhor forma possível em busca do bi olímpico.

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"Depois do natal vou começar a pensar em tudo isso e no dia 2 de janeiro, voltar com tudo. Ano que vem, isso não é segredo para ninguém, meu sonho é conquistar o bicampeonato olímpico dos 50 m livre, mas posso prometer de antemão que vou fazer o melhor que puder, chegar na melhor forma da minha vida para conquistar os melhores resultados da minha vida", disse Cielo, que também destacou a tentativa de melhorar a marca nos 100 m livre.

"Se vai dar resultado ou não, vamos ver lá, mas agora, o mais importante desse processo é a vontade de treinar, se preparar, mais até que a vontade de ganhar. E tentar melhor minha posição nos 100 m livre, pois também vejo isso com uma possibilidade muito forte", finalizou o nadador.

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