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Caratecas entram no tatame para recuperar prestígio perdido

Sem muita pressão, ao contrário das lutas do taekwondo e do boxe, atletas esperam chamar a atenção: "Essas são nossas Olimpíadas"

Marcel Rizzo e Vicente Seda, enviados iG a Guadalajara |

O Brasil inicia nesta quinta-feira na disputa de medalhas do caratê com dois jovens talentos do esporte. Wellington Barbosa, de apenas 21 anos, e Jeanis Colzani, de 26, serão os responsáveis por tentar trazer medalhas já no primeiro dia de competição pelo Pan de Guadalajara.

Confiantes, ambos afirmam que, apesar de outras artes marciais sobre as quais se depositava grande expectativa terem falhado, como o taekwondo e o boxe, os caratecas brasileiros brigarão pelo topo do pódio em todas as categorias. Além deles, a equipe conta com o campeão mundial Douglas Brose e com Lucélia de Carvalho, de 33 anos, tricampeã pan-americana.

Confira o que vem por aí na reta final de competições do Pan 2011

Vicente Seda/iG
Wellington Barbosa e Jeanis Colzani na Vila Pan-Americana de Guadalajara
Movidos pela vontade de figurar no programa olímpico, os lutadores não escondem que o Pan-Americano é de fato a maior vitrine para o esporte no momento. A hora de aparecer, e de sensibilizar quem toma a decisão de incluir ou não a modalidade nas Olimpíadas, é essa.

“Essas são as nossas Olimpíadas, a gente recebeu todo o apoio e estamos fazendo nosso trabalho, conseguindo resultados e estamos conseguindo manter um bom nível. Estamos em um ritmo bom de treinamento, tivemos o pré-Pan neste ano, três medalhas de ouro e duas de bronze, então esperamos um bom resultado aqui em Guadalajara”, disse Jeanis.

Oclides Nardes, técnico de Jeanis, aposta nas venezuelanas como as rivais a serem batidas na luta por medalhas. “Não será fácil, mas ela está muito bem preparada e lutará de igual para igual com todas as adversárias. Queremos que a Jeanis seja a pedra no sapato, mas a maior adversária é a venezuelana. Agora, teve um torneio aberto na Turquia, fizemos um trabalho em cima dessa menina, e a Jeanis venceu. Foi em setembro. Então acredito que ela tem ótimas chances aqui no Pan”.

Leia também: Os brasileiros amarelam nas Olimpíadas?

Por sua vez, Wellington afirmou que o excesso de expectativa sobre os atletas do taekwondo, especialmente pelos resultados obtidos no Pan do Rio, em 2007, pode ter atrapalhado.

“Isso acontece, como foi com o taekwondo, pois havia muita expectativa. Ninguém entra já vitorioso. A gente entra para lutar. Mas o caratê está aí para brigar por ouro também”, disse. “São vários fatores, pode ser a pressão muito grande, o atleta de vez em quando se deixa influenciar e acaba não conseguindo fazer a melhor luta. Não estou dizendo que foi isso, mas é uma das coisas que podem ter acontecido”, completou.

Enquanto Jeanis, mais experiente, já sabe que suas maiores dificuldades virão com as atletas de Canadá e Venezuela, Wellington, estreante no Pan, nem pensa a respeito. “Na minha categoria, estou chegando agora, não tenho esse rival que eu olhe e diga: ‘É desse que eu tenho de ganhar’”.

Veja como está o quadro de medalhas do Pan

O técnico do carateca, Rodrigo Terra, lembrou o torneio disputado em maio, em Guadalajara, quando Wellington conseguiu a terceira colocação. “É um atleta novo, está debutando no Pan. Disputamos um campeonato com os mesmo atletas que estarão aqui e o Wellington ficou com o bronze, numa luta bastante disputada, decidida do desempate contra um mexicano que acabou campeão. Tivemos um período de treinos muito forte e sem dúvida alguma está entre os melhores da categoria com boas chances de subir ao pódio”, avaliou.

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