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Técnica de dueto brasileira disse que juízes ainda votam por tradição e que precisam se acostumar com as brasileiras

O bronze no dueto do nado sincronizado não agradou a equipe brasileira . Apesar de Lara Teixeira e Nayara Figueira terem comemorado evolução do mundial de Xangai em julho (quando ficaram em 12° lugar), a técnica Andrea Curi acha que os juízes deram uma “mãozinha” paras as norte-americanas Mary Killman e Marya Koroleva, que ficaram com a prata – o ouro foi para as favoritas canadenses Marie-Pier Boudreau e Elise Marcotte.

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“Poderíamos ter sido prata, mas o nado é subjetivo. Temos que ir bem nas competições sempre, com boas rotinas, para os juízes se acostumarem. É difícil quebrar a tradição, os EUA sempre são prata em Pans, têm medalha olímpica. Quem sabe não vão se acostumando com as brasileiras e no próximo Pan conseguimos”, disse Andrea Curi, técnica das meninas.

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Pela avaliação de Curi, as brasileiras foram melhores em dificuldade e execução técnica. A pontuação final de Lara e Nayara foi de 177.413, contra 179.463 das norte-americanas – as canadenses fizeram 188.988. “Era prata”, disse a treinadora.

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As atletas mostram menos decepção, mas também reclamaram. “Entramos para a briga, nossa rotina era rápida e conseguimos responder bem. O nado depende da avaliação dos juízes, mas quanto mais formos conhecidas, melhores serão as notas nas próximas competições”, disse Lara.

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“Estamos felizes pela evolução. Depois do mundial mudamos um pouco o treino e alguns movimentos, que foram bem executados hoje. Essa medalha é importante, mas nas próximas vamos buscar prata”, disse Nayara, sabendo ser praticamente impossível bater as canadenses, que são as melhores do mundo.

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