Publicidade
Publicidade - Super banner
Pan
enhanced by Google
 

Brasileiros da vela encaram rival odiado

Dupla da classe Hobie Cat abandonou esporte após porto-riquenho protestar e tirar ouro em 2007. Disputa é neste domingo

Marcel Rizzo, enviado iG a Puerto Vallarta |

Marcel Rizzo/ iG
Bernardo Arndt ainda está engasgado com a desclassificação no Rio-07
Revanche. É só no que pensa Bernardo Arndt , que neste domingo, a partir das 16h de Brasília, disputa a regata final na classe Hobie Cat da vela nos Jogos Pan-Americanos . Quis as dez provas anteriores que justamente seu “inimigo”, o porto-riquenho Enrique Figueroa, fosse seu rival para a medalha de ouro, quatro anos depois de tirar o ouro certo no Pan do Rio. Arndt compete com o velejador Bruno Oliveira e já tem a prata garantida.

Leia mais: Estreantes faturam dois ouros

“Não gosto nem de falar, mas o que ele fez em 2007 foi uma sacanagem. Perdemos aquele ouro por causa de um recurso que ele convenceu outros também a fazer, sobre uma peça que não fazia a mínima diferença. Ele fez algo que nunca faria e não perdôo. Está engasgado”, disse Arndt , 44 anos, conhecido no meio da vela como “Baby”.

Confira o calendário do Pan

A perda do ouro, comemorado por antecipação no Pan brasileiro, depois que Figueroa protestou e com a eliminação da dupla brasileira ficou com o bronze, fez com que “Baby” parasse de competir. Seu companheiro tomou a mesma decisão.

Mascote da vela nasceu nos EUA

“Foi algo inacreditável, então decidi parar. Um juiz porto-riquenho decide que o recurso tem razão e acabou, perdemos o ouro. Foi algo que fez a decisão dos juízes mudar na vela”, contou Arndt , prata na hobie cat no Pan de Havana, em 1991. Segundo ele, agora uma comissão decide qualquer recurso sobre equipamentos, seja nos barcos, seja no uniforme, e não apenas um só árbitro.

A dupla ficou um ano sem velejar, quase dois sem participar de competições. Mesmo assim Arndt continuou trabalhando com o esporte, já que é técnico, e, quando resolveu voltar a competir, teve dificuldade em convencer Oliveira .

Dellagnello ganhou presente de outro campeão

“Estava trabalhando com meu pai, fixo. Mas a paixão é complicada, então resolvi voltar”, disse Oliveira, 21 anos mais jovem do que Arndt. Eles velejam em Ilhabela, litoral norte de São Paulo, onde Bernardo conheceu Bruno, trabalhando de garçom em um bar. “Aliamos a experiência do Bernardo com minha vontade de aprender, de saber velejar bem”, comentou Bruno .

Disputa
Os porto-riquenhos estão na frente na disputa, cinco pontos de vantagem. Para ser campeã, a dupla brasileira tem que vencer e torcer para os adversários serem quarto apenas na regata final. “Nos meus 30 anos de vela já vi muita coisa assim acontecer, não é impossível”, afirmou Arndt , que já reencontrou o rival, em um torneio na Europa: “Fui frio. Não tem o que falar”, finalizou o velejador brasileiro.

Leia tudo sobre: velapan 2011

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG