O atleta Mahau Suguimati mal fala português direito. Entender também é complicado, mas mais fácil do que falar. O brasileiro “japonês” disputa nesta quinta-feira, a partir das 21h05 (de Brasília) da final dos 400 m com barreiras, pelo país no qual nasceu, mas onde pouco morou.
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“Mudei muito novo para o Japão. Meu pai é brasileiro, mas foi trabalhar por lá e é onde vivo”, disse Suguimati, com o sotaque que mostra claramente que não foi alfabetizado em escolas brasileiras. A paixão pelo atletismo fez com que se dedicasse ao esporte no colégio e, hoje, ele trabalha exclusivamente em uma escola profissionalizante dedicada ao esporte.
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Com 27 anos, é natural de São Miguel do Araguaia, em Goiás. Não reclama da estrutura oferecida no Japão e acha que se treinasse no Brasil teria mais dificuldade para alcançar bons resultados. A melhor marcac da carreira é de 48s09, contra 50s20 que fez na semifinal número 2 dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Ele venceu tranquilamente sua série.
“Foi um tempo razoável. A final será mais complicada, o calor aqui é forte, mas dá para brigar por medalha”, disse. O cubano Omar Cisneros completou a prova em 48s99, o melhor tempo da temporada – Suguimati se classificou com o quarto tempo.
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Relação
Ele contou que o relacionamento com os “brasileiros” do time é muito bom e que há algumas brincadeiras. “Alguns dizem que não tenho cara de japonês, outros que falo melhor português do que muita gente por aí. É legal ter esse carinho, o pessoal é bem legal e ajuda a ter bons resultados na pista”, disse.
Tricampeão do troféu Brasil (2008 a 2010), ele tem como ídolo um atleta que não precisar pular obstáculos para correr: o jamaicano Usain Bolt, que tem o recorde mundial dos 100 m rasos com 9.58. “O cara é fora de série. Tem que espelhar nele mesmo”.