Marcelo Suartz é o destaque da equipe brasileira de boliche no Pan 2011
O Brasil começa a disputa no boliche nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara nesta segunda-feira e aposta no “Neymar” do esporte para subir ao pódio no México. Para Márcio Vieira, veterano da equipe com 58 anos e fundador da federação carioca e da confederação brasileira de boliche, Marcelo Suartz é o destaque da equipe nacional.
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“No momento, Marcelo é o Neymar do boliche. E este Neymar é brasileiro”, afirma Vieira, que vai para o seu quinto Pan e jogará duplas ao lado de Marcelo. “Falando como um jogador experiente, como técnico e dirigente de boliche, eu colocaria o meu dinheiro nele”, completa.
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Marcelo Suartz tem 24 anos e foi campeão nas eliminatórias para Guadalajara. Ele treina e estuda na Webber International University, na Flórida, Estados Unidos, país onde o boliche é um esporte reconhecido e muito praticado.
Os americanos são os favoritos ao ouro nos Jogos do México. “Eles são os melhores do mundo no masculino e no feminino e vão levar o que há de melhor no país para o Pan. Jogar contra eles será como encarar o Drean Team de basquete”, analisa Márcio Vieira.
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Consciente da superioridade dos EUA e do nível do Brasil, o veterano aposta em uma medalha de bronze nas duplas, mesmo desempenho do país no Pré-Pan. “Na classificatória, os EUA ganharam, mas, do segundo ao sexto e último colocado, qualquer um poderia ter sido prata. No último jogo, poderíamos ficar com a prata nas duplas ou com o último lugar. Fomos bronze. E por que não acreditar que a gente pode ser bronze também no Pan?”, comenta.
Na disputa de duplas, os países jogam seis partidas na segunda-feira e seis na terça. Quem somar mais pontos nos dois dias sobe ao pódio, numa briga que promete ser acirrada. México, Venezuela, Colômbia, Canadá, República Dominicana e Porto Rico, de acordo com Vieira, podem lutar por medalhas ao lado do Brasil.
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No individual, complicado é entrar nas finais
Se o Brasil tem chances de pódio nas duplas, a disputa fica mais complicada no individual. Na quarta-feira, os atletas disputam 16 partidas para montar um ranking da modalidade. No dia seguinte, será a fase de mata-mata, do 1º contra o 16º colocado em séries de melhor de três e assim, sucessivamente, até chegar às semifinais e à final.
“O mais complicado no individual será classificar bem para as finais. Lá será mata-mata e você tem chance de não encarar o Nadal ou o Federer logo de cara e, se vencer duas partidas, já tem chance de, pelo menos, um bronze”, fala Vieira, comparando o nível dos jogadores com os dois maiores nomes do tênis mundial nos últimos anos.
Outro fator pode pesar no Pan-Americano. Normalmente, em um torneio, são jogadas seis partidas por dia. No México, serão 16 para definir o ranqueamento. “No final, o cansaço vai pesar 30% e o resto será desgaste mental, porque não serão apenas 16 jogos, mas 16 jogos contra os melhores”, comenta Márcio Vieira.
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