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Após derrota no Mundial, Maurren não abre mão de tri no Pan

Se conseguir o ouro, atleta igualará feito de Adhemar Ferreira da Silva, primeiro brasileiro três vezes campeão Pan-Americano

Marcel Frota, especial para o iG, em São Paulo |

A saltadora Maurren Maggi garantiu nesta quinta-feira, 13 de outubro, estar renovada e pronta para, no Pan-Americano, ir atrás de outra marca histórica. Depois da surpreendente derrota na final do salto em distância em Daegu, na Coreia do Sul, Maurren deixou escapar a chance de ser a primeira brasileira a conquistar uma medalha de ouro num Mundial de Atletismo. A competição foi realizada entre os dias 27 de agosto e 4 de setembro. Agora, porém, a atleta está confiante que poderá igualar o feito de uma lenda do salto triplo: Adhemar Ferreira da Silva, tricampeão Pan-Americano (Buenos Aires-1951, Cidade do México-1955 e Chicago-1959). A brasileira é bicampeã (Winnipeg-1999 e Rio de Janeiro-2007).

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“O que aconteceu na Coreia com certeza é passado, mas não apago da minha vida, claro que não. Até porque aprendo muito com meus erros. No decorrer da minha carreira já mostrei isso. Estou sempre bem preparada para qualquer competição. Foi uma fatalidade”, disse Maurren, que viaja para Guadalajara no dia 20 de outubro. As competições do atletismo começarão no dia 23, mas a empolgação da brasileira já é evidente. "Quero buscar o tricampeonato Pan-Americano. É um objetivo meu. Qualquer medalha para mim será bem-vinda, mas quero tentar o tricampeonato”, afirmou Maurren em entrevista coletiva realizada na tarde desta quinta-feira.

Na esteira da confiança, Maurren foi direta sobre a possibilidade de um novo tropeço afetar sua confiança e até a preparação para as Olimpíadas de Londres, em 2012. “Não afeta, mas não penso em resultado negativo nunca. Descarto. Não posso pensar negativo se nada aconteceu”, disparou. Perguntada se acredita que será a favorita ao ouro no Pan, Maurren foi cuidadosa. “Acho que qualquer americana que entrar vai me dar trabalho. Eles têm entre elas três saltadoras que saltam 7 m, três que saltam 6,90 m... Sempre tem alguém que vai saltar. Considero todas as adversárias fortes. Não é porque a campeã do mundo (Brittney Reese) não estará lá que o nível será menor. Acho que será uma competição de altíssimo nível."

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Maurren visivelmente tenta afastar a possibilidade de o Pan-Americano ser um torneio menos competitivo, mesmo com o fato de alguns atletas de ponta não participarem do torneio. “Para mim, Pan-Americano é sempre difícil. Considero todas as competidoras de nível altíssimo. O Pan é uma das competições mais fortes que a gente tem”, declarou ela. Nesse sentido, a saltadora projeta a necessidade de uma marca forte na busca pelo ouro. Segundo Maurren, a futura campeã do torneio continental deverá saltar bem mais do que os 6,82 m que a americana Brittney Reese saltou para ficar com o ouro na Coreia. “Acho que 6,80 m, 6,90 m, dá para garantir uma medalha. Mas não dá para ganhar ainda”.

Carinho antigo
Quando Maurren ganhou a medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, em 1999, muitos franziram a testa e se perguntaram de quem se tratava. Na ocasião, a atleta ficou com o título saltando 6,59 m. Por ter surgido mundialmente num Pan, Maurren tem amor declarado pelo torneio. “É bem assim. O Pan me deu uma visibilidade muito grande. Eu o considero muito. Acho importante ser campeã das Américas. Lembro como foi Winnipeg”, admite ela.

Depois de 12 anos, as marcas atingidas pelas competidoras ultrapassam os 7 m, Maurren já é mamãe e até os cachinhos desapareceram depois que a vaidade da atleta a fez aderir à chapinha para manter os cabelos lisos. Mas muita coisa a marcou e continua a fazer parte de seu cardápio de manias. “Continua tudo igual. Ainda vemos ‘Os Simpsons, minha filha e eu. Hoje tenho uma parceira para ver desenho. Ainda pinto as unhas...”, exemplifica a atleta em tom jocoso sobre sua mania de passar as noites anteriores às competições em claro.

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O que mudou em relação a 1999, segundo ela, foi sua cabeça. A saltadora garante que está mais madura emocionalmente e que raramente o aspecto emocional chega a ser um problema. Ela até diz gostar do frio na barriga. “Eu gosto quando sinto frio na barriga. É legal essa sensação. É bom, é positivo. É sinal de que a adrenalina está ali e você está preparada de alguma maneira. Muita ansiedade talvez atrapalhe, mas é difícil eu ficar ansiosa hoje”, garante ela.

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