Ministério do Esporte é responsável pela criação da ABCD (Agência Brasileira de Controle de Dopagem)

O presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, Carlos Arthur Nuzman, cobrou na última terça-feira que o Governo Federal trabalhe com agilidade na criação da ABCD (Agência Brasileira de Controle de Dopagem).

Nuzman manifestou-se durante o Seminário Infraestrutura Turística, Megaeventos Esportivos e Promoção da Imagem do Brasil no Exterior, no Rio de Janeiro. "Um dos pontos que merece atenção urgente é a criação da Agência Brasileira de Controle de Dopagem. A Wada (Agência Mundial Antidoping) e o Comitê Olímpico Internacional estabeleceram em novembro deste ano o prazo final para o Governo Federal criar a ABCD, sob pena de o Brasil ficar em desacordo com o Código Mundial Antidoping", revelou em uma publicação do TCU (Tribunal de Contas da União).

O presidente do Comitê também alertou sobre o risco de que caso o Ladetec (Laboratório de Controle Antidopagem e Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico), da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), não tenha o credenciamento internacional necessário, a campanha antidoping nacional será bastante afetada.

"Se o Ladetec perder o credenciamento, será necessário utilizar um laboratório credenciado estrangeiro, medida que não deixará legado técnico no controle da dopagem para o Brasil", completou.

Caso seja confirmado que a Wada retire os direitos de credenciamento do Ladetec, o laboratório será impedido de realizar análises de exames de controle de doping tanto em competições dentro quanto fora do país. Em relação à ABCD, o Ministério do Esporte é o responsável por sua criação.

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