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Costas Kenteris e Katerina Thanou era acusados terem simulado acidente de moto para não realizarem exame antidoping antes de Jogos 2004

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Os velocistas gregos Costas Kenteris e Katerina Thanou foram absolvidos por um tribunal de apelação de Atenas nesta terça-feira da acusação de terem simulado um acidente de moto para não realizarem um exame antidoping pouco antes do começo das Olimpíadas de 2004.

Em um caso que se arrasta nos tribunais há quase sete anos, um painel de três juízes emitiu a decisão unânime um dia depois de um promotor recomendar a absolvição dos dois em razão de dúvidas sobre o acidente.

Os dois foram considerados culpados por perjúrio em maio por causa do escândalo, que causou um grande embaraço para o país anfitrião dos Jogos Olímpicos de 2014, e receberam penas de prisão de 31 meses. Imediatamente, ambos recorreram da sentença.

O tribunal de apelações manteve a condenação do técnico dos atletas, Christos Tzekos, sob a acusação de posse e armazenamento de substâncias ilegais, mas absolveu da acusação de perjúrio relativa ao acidente de moto. O tribunal reduziu sua sentença inicial de 33 meses de prisão a 12 meses.

Afirmando que não poderia determinar com exatidão se o acidente havia realmente ocorrido ou havia sido simulado, os juízes também absolveram sete médicos do hospital estadual que atenderam os corredores e duas pessoas que disseram ter testemunhado o suposto acidente. Eles haviam sido condenados a penas entre seis e 15 meses.

Thanou e Kenteris, ambos medalhistas na Olimpíada de Sydney, em 2000, eram as principais esperanças da Grécia no atletismo nos Jogos de Atenas. Eles foram acusados de simular um acidente em 12 de agosto de 2004, horas depois de não realizarem um exame antidoping. Ambos não participaram das Olimpíadas, mas negaram veemente as acusações.