Projeto "Rumo a 2022" busca garantir legado esportivo e social no Brasil após realizações da Copa de 2014 e das Olimpiadas de 2016

Foi apresentado na última terça-feira o plano de metas do “Atletas pela Cidadania”, uma organização sem fins lucrativos que tem por objetivo mobilizar a população no apoio às causas sociais no Brasil. Idealizado pelo ex-jogador Raí, campeão mundial de futebol com a seleção brasileira em 1994, o projeto “Rumo a 2022”, busca garantir o legado esportivo e social no país após as realizações da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016.

Gazeta Press
"Atletas pela Cidadania" visa levar esporte a 100% das escolas públicas de todo o país até 2022
“A proposta é mobilizar a sociedade e mostrar que esses megaeventos podem e devem contribuir para um país justo e igualitário. A gente está focado no legado esportivo e social. São desafios diferentes, para o qual teremos o apoio de atletas e ex-atletas”, falou Raí.

A meta do projeto é fazer com que 100% das escolas públicas em todo o território nacional possuam esporte educacional e dobrar a frequência de atividade física da população do país até 2022. A primeira etapa, a ser alcançada até 2016, busca atingir estes objetivos somente nas cidades-sedes do Mundial de 2014.

“Não estamos falando em alto rendimento, mas do esporte na escola, da atividade física com mais periodicidade. Nosso trabalho é o esporte na base”, explicou Magic Paula, campeã mundial de basquete em 1994 e medalha de prata nas Olimpíadas de Atlanta, em 1996. “O grande problema é que o foco vai estar todo voltado para o alto rendimento [devido à Copa e aos Jogos do Rio]. A gente quer dar um aviso: ‘olha, para chegarmos bem em 2020, 2024, precisamos aumentar a base dessa pirâmide’”.

Fazem parte do “Atletas pela Cidadania” nomes como Cafu, Clodoaldo Silva Dunga, Fernando Meligeni, Fernando Scherer, Joaquim Cruz, Kaká, Lars Grael, Oscar Schmidt, Rogério Sampaio e Rubens Barrichello, entre outros.

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