Planejamento do COB é levar para as próximas Olimpíadas uma delegação superior a que foi em Pequim 2008

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O Brasil deverá enviar para os Jogos Olímpicos de Londres - que amanhã atinge a marca de um ano para o início da competição - uma delegação ainda maior do que a enviada às Olimpíadas de Pequim, em 2008. Este pelo menos é o planejamento do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), que por enquanto evita falar em números por causa das várias seletivas de esportes individuais e coletivos ainda em disputa. Por enquanto, a delegação brasileira que irá a Londres tem 50 atletas e/ou vagas confirmados.

"Além da natação e do atletismo, modalidades que levam muitos atletas individuais, o diferencial numérico de uma delegação fica por conta dos esportes coletivos. Hoje, já temos o futebol classificado, no masculino e no feminino. Ainda lutaremos por vaga, por exemplo, no basquete, vôlei e handebol", disse Marcus Vinícius Freire, superintendente executivo de esportes do COB. Ele espera que mais atletas garantam sua classificação para Londres-2012. "A cada edição dos Jogos Olímpicos, o Brasil vem ampliando sua participação no número de atletas e também no número de modalidades. Vamos torcer para que essa tendência se repita em Londres", completou o dirigente.

Mesmo sem falar em números de forma oficial, o COB tem como meta seguir uma tendência das últimas Olimpíadas e levar a Londres a maior delegação brasileira na história dos Jogos. Na primeira edição olímpica da década passada, em Sydney 2000, o Brasil esteve representado por 205 atletas, sendo 111 homens e 94 mulheres, em 27 modalidades. Já nas Olimpíadas de Pequim, em 2008, foram 277 atletas (144 homens e 133 mulheres), em 32 modalidades.A ideia, portanto, é superar os Jogos da China.

Da mesma forma que evitar fazer uma projeção em termos de delegação, o COB também não quer falar em um possível planejamento de medalhas conquistadas. Mas o que se coloca nos bastidores é que será considerado um bom desempenho se o Brasil conquistar em torno de 15 medalhas, número total obtido em Pequim.

"Em Londres, teremos uma delegação com atletas experientes e outros jovens, já com vistas ao Rio-2016. Assim, Londres será uma espécie de transição ao trabalho pós-Pequim e ao que está sendo feito de forma estratégica para o Rio 2016", explicou Freire.

* Com Gazeta Esportiva

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