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Iraniano Bahman Golbarnezhad sofreu um grave acidente durante a prova do ciclismo de estrada na Paralimpíada do Rio 2016

A morte do ciclista Bahman Golbarnezhad abalou a reta final da Paralimpíada Rio 2016. O iraniano sofreu um grave acidente no sábado (17) durante a prova de ciclismo de estrada da classe C4-5 e não resistiu. 

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Bahman Golbarnezhad, de 48 anos, morreu após grave acidente na prova de ciclismo de estrada
Comitê Paralímpico Iraniano
Bahman Golbarnezhad, de 48 anos, morreu após grave acidente na prova de ciclismo de estrada


Bahman Golbarnezhad era casado com uma jogadora de basquete da seleção feminina paralímpica do Irã. Ele deixa a mulher e dois filhos. Nos Jogos Rio 2016, ele já havia participado de uma prova no mesmo trajeto onde se acidentou, na quarta-feira (14), na prova de contrarrelógio, onde ficou em 14º lugar.

Segundo informações da Comitê Paralímpico, a maior ambição de Bahman era conquistar um ouro nos Jogos de 2016. Ele ainda disse que a maior influência em sua carreira era a mulher e considerada o título de campeão asiático, em agosto de 2012, como o maior feito da carreira. 

O atleta nasceu em Shiraz e começou no esporte em 2002. Na Paralimpíada do Rio ele competia no ciclismo de estrada na categoria para pessoas com alto grau de deficiência, como os amputados. De acordo com a imprensa iraniana, ele era soldado e perdeu parte da perna esquerda depois de pisar em uma mina terrestre. 

O ciclista tinha 48 anos e perdeu controle da bicicleta na prova de ciclismo de estrada nos Jogos do Rio. Ele caiu, teve traumatismo craniano e foi atendido no local. Logo foi encaminhado ao hospital, mas teve uma parada cardíaca no caminho e morreu.

O corpo de Bahman Golbarnezhad foi liberado pelo Instituto Médico Legal (IML) na manhã deste domingo (18). 

Ministro lamenta morte e fala de riscos do ciclismo

Em entrevista coletiva à imprensa, no Rio Media Center, no centro do Rio de Janeiro, o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, lamentou o ocorrido neste domingo. “Em se tratando de uma vida, temos sempre que lamentar. Não poderia ser diferente”.

O ministro disse que o ciclismo é um esporte com muitos riscos. Observou que na história da modalidade, existe o registro  de acidentes fatais em todo o mundo. 

Picciani explicou que em relação à troca do circuito, essa é uma decisão da União Ciclística Internacional e dos organizadores que definem os critérios técnicos da prova. “Não é uma decisão do governo brasileiro”.

Indagado se o atendimento médico teria demorado a acontecer no caso do ciclista do Irã, o ministro disse que “pelos relatos que temos, o socorro foi prestado de forma adequada, de forma ágil”. Por quatro vezes, os médicos tentaram reanimar o atleta. “Mas, infelizmente, os médicos não tiveram sucesso”.

Picciani lembrou que também na Olimpíada Rio 2016 ocorreu um acidente grave com a atleta da Holanda Annemiek van Vleuten, no ciclismo de estrada, “que também foi socorrida a tempo e que, no caso dela, graças a Deus, não teve maiores problemas”. Annemiek sofreu fraturas na coluna e uma concussão.

Picciani classificou a morte de Bahman Golbarnezhad como uma fatalidade no esporte paralímpico. O próprio ministro disse praticar ciclismo  e reiterou sua tristeza diante do ocorrido.

*com Agência Brasil