Secretário da agência brasileira antidoping planeja aproveitar os diversos evento-testes para os Jogos do Rio 2016 a partir de julho e triplicar o número de controles feitos no Brasil

Até 2013, o máximo que as antigas instalações do Ladetec conseguiam fazer de exames antidoping eram 857 testes por ano, sem contar os exames relativos às partidas de futebol. Caso recupere nesta quarta-feira seu credenciamento pela Wada (Agência Mundial Antidoping, na sigla em inglês), o agora rebatizado LBCD (Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem) pretende triplicar este número até o final de 2015.

"Vamos aproveitar a realização de várias competições no Rio de Janeiro, que servirão como testes das instalações para os Jogos Olímpicos de 2016 , e intensificar o número de controles. A ideia é chegar a 2.500 testes, com controles mais sofisticados e equipamentos de última geração", explica Marco Aurélio Klein, secretário nacional da ABCD (Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem).

Confira as imagens do LBCD, que fará os controles de doping no Rio 2016


Para Klein, a programação para o segundo semestre deste ano será fundamental para o sucesso da operação que será feita daqui a pouco mais de um ano, nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos do Rio. "Foi muito ruim, inclusive em termos de imagem, que o laboratório não estivesse operando durante a Copa do Mundo de futebol, mas são realidades bem diferentes", afirmou o secretário da ABCD.

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"Enquanto que numa Copa são feitos cerca de 300 controles ao longo de um mês de disputa, nas Olimpíadas ocorrem cerca de 5.000 exames em apenas 15 dias. O laboratório funciona 24h por dia, sob intensa pressão, daí a importância de termos o LBCD já credenciado novamente", disse Klein, que toma como base de seu planejamento os dados realizados nos Jogos de Londres 2012. Para as Paraolimpíadas, os números previstos são um pouco menores: 1.200 exames.

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Esta meta de 2.500 exames até o final de 2015 ainda está longe do que é feito em outros laboratórios pelo mundo. "Em média, os laboratórios realizam de 5 a 10 mil exames antidoping por ano, apenas competições esportivas. Os dois laboratórios americanos credenciados pela Wada fazem juntos 100 mil testes, mas nem tudo é voltado para esporte. O mínimo que um laboratório precisa fazer para seguir com sua credencial é de 3 mil testes por ano", afirmou Marco Aurélio Klein.

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Outro objetivo que a ABCD pretende intensificar após o recredenciamento do laboratório brasileiro são os testes fora de competição. "A Usada, a agência antidoping americano, realizaa 80% dos testes deles fora de competição. O Brasil, historicamente, só realiza controles durante os eventos esportivos. Nós queremos que pelo menos 50% dos nossos exames aconteçam distante dos torneio", afirmou Klein.

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